NOSSA PROPOSTA

O livro de Atos dos Apóstolos nos apresenta o padrão que o Senhor estabeleceu para a sua igreja. Esse padrão é o de uma igreja bastante simples, mas cheia do poder do Espírito Santo, como se comprova logo no segundo capítulo de Atos. A começar pelo conteúdo da pregação de Pedro, que foi centrada em Cristo, encontramos neste capítulo, bem como na sequência dos demais livros que compõem o Novo Testamento, práticas que nós, cristãos, não podemos negligenciar.

Em Atos 2:36-47, por exemplo, encontramos o resumo do padrão que as igrejas devem seguir. Lamentavelmente, esse modelo bíblico de igreja não somente tem sido negligenciado por muitas congregações que se dizem cristãs, como também estão dando lugar a práticas estranhas e até contrárias ao que Cristo nos ensinou.

Listamos a seguir algumas práticas que são muito comuns em certas igrejas, mas com as quais não podemos concordar e que comprovam que a igreja evangélica moderna tem se desviado da simplicidade que há em Cristo:

• Envolvimento de líderes com a maçonaria, ou qualquer outra sociedade secreta;
• Aliança da igreja com partidos políticos, ou acordos com candidatos a cargos políticos;
• Engajamento da igreja com movimentos ecumênicos;
• Eventos que imitam festas mundanas, mas disfarçados com um “verniz” evangélico;
• Apresentações musicais, tais como cantos, danças e coreografias durante o momento de culto, como se a igreja fosse uma plateia que estivesse reunida para assistir um show;
• Cultos temáticos e campanhas, que transmitem a ideia errada de que Deus esteja a serviço do homem;
• Venda ou entrega de objetos que supostamente abençoam, ou teriam algum poder;
• Uso de objetos judaicos durante o culto, como se fossem necessários para se atrair a presença de Deus;
• Promessa de que Deus dará algo em troca para quem der tanto em dinheiro no culto;
• Prática de comércio na igreja, seja durante ou após o culto;
• Contratação de cantores ou conjuntos que cobram para se apresentar durante o culto;
• Paredes do local de culto pintadas de preto, fazendo imitação de uma boate, ou casa de show;
• Momento de louvor que faz imitação de um show mundano, com o ambiente escuro e luzes piscando;
• Louvores antibíblicos, com letras antropocêntricas, ou seja, centradas no desejo humano, e não na vontade de Deus;
• Adoção de ritmos musicais que não convém durante o período de louvor, pois despertam a carnalidade;
• Peças teatrais ou enquetes substituindo o momento da pregação da Palavra;
• Contratação de pregadores que cobram cachê;
• Uso de técnicas de Programação Neurolinguística e hipnose para se manipular as pessoas durante a pregação;
• Pregações motivacionais, que visam agradar o homem, evitando-se falar sobre pecado, arrependimento, santificação, céu, inferno e volta de Cristo;
• Ausência de ensino contra práticas promíscuas, linguajar torpe e roupas indecentes;
• Consentimento de pastores para com o divórcio de casais que já conhecem a Palavra;
• Tempo demais se falando em dinheiro e outros assuntos que roubam o tempo da pregação, ensino e oração;
• Cobrança de dízimos, geralmente constrangendo os membros com a divulgação dos nomes de quem está ou não contribuindo desta forma;
• Condução da igreja como uma empresa, visando lucro financeiro e não a salvação das almas;
• Adoção de estratégias humanas para o aumento do número de membros;
• Excesso de líderes e de ministérios desnecessários para a verdadeira obra de Deus;
• Idolatria de “apóstolos”, bispos e pastores sendo permitida e até mesmo incentivada;
• Pastores que fazem acepção de pessoas, exaltando os membros mais ricos e desprezando os mais pobres;
• Pastores que enriquecem, recebendo da igreja muito mais do que convém;
• Muito investimento para o templo, em detrimento da ajuda aos irmãos necessitados;
• Evangelização antibíblica, que omite a necessidade do arrependimento de pecados e da regeneração em Cristo, conduzindo pessoas ao batismo sem conhecerem o verdadeiro evangelho.
• Desprezo à obra missionária.

Todas as práticas acima são estranhas e contrárias ao que nos ensina a Palavra de Deus como regra de conduta e fé para nós, cristãos. Sendo assim, nossa proposta é primeiramente rejeitarmos todos esses absurdos que foram listados. Nas congregações unidas ao nosso ministério é inadmissível qualquer uma dessas práticas, bem como outras semelhantes a essas.

Portanto, nossa proposta é simplesmente um retorno à simplicidade e pureza que há em Cristo Jesus, na prática de tudo quanto o Senhor nos ensinou, segundo o contexto da nova aliança iniciada por sua redenção na cruz.

Isso significa, na prática, que em nossas reuniões continuamos priorizando a oração, visando sermos cheios do Espírito Santo, a fiel pregação do evangelho e ensino da Palavra de Deus, bem como o apelo ao arrependimento de pecados como primeira evidência da fé em Cristo para a salvação. Quanto aos louvores que entoamos, selecionamos aqueles que exaltam ao Senhor e não ao homem.

Se você deseja fazer parte de uma igreja simples, formada por irmãos que almejam viver em Cristo, clique aqui para saber como se unir ao nosso ministério.

ADVERTÊNCIA
Nossa proposta de um retorno a Cristo e seu evangelho não deve ser confundido com calvinismo, arminianismo, ou qualquer outro “ismo”. Cremos que a Escritura com a Escritura se interpreta e que, sendo assim, Deus não fez com que a sua Palavra dependa de teólogos para ser compreendida. Não estamos com isso desprezando qualquer cristão que tenha contribuído para o entendimento correto dos textos sagrados, mas apenas alertando que homens são falíveis e que não devemos colocar nenhum deles como detentor da verdade, a não ser nosso Senhor Jesus Cristo. Sendo assim, não nos rotulamos como calvinistas, ou arminianos. Nosso foco é a pregação do evangelho e a prática do que Cristo nos ensinou. O que passa disso é uma improdutiva e vã discussão teológica, que contribui apenas para dividir o povo de Deus, alimentando o ego dos supostos vencedores, não resultando em nada de produtivo para o cumprimento da nossa missão como igreja. O mesmo cuidado procuramos tomar em relação a posicionamentos escatológicos, a respeito dos quais orientamos cautela e humildade. Debates sobre pré, meso ou pós-tribulacionismo, bem como em relação ao milênio, acabam gerando discussões desnecessárias, que não contribuem para o progresso do evangelho. Devemos, no entanto, anunciar aquilo que claramente está revelado nas Escrituras em relação ao futuro: Cristo voltará, os mortos ressuscitarão, a igreja será arrebatada, a ira de Deus consumirá a terra à fogo, mas os salvos herdarão novos céus e nova terra, onde habitará a justiça e viveremos com o Senhor para sempre.

Alan Capriles
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