OS 10 PRINCÍPIOS BÍBLICOS QUE DEFINEM A IGREJA BÍBLICA CRISTÃ

Para nos protegermos de distorções da Palavra que podem gerar heresias, devemos observar atentamente os princípios a seguir. Dos quatro primeiros pontos resultam as afirmações restantes.

1
Ensinamos a Bíblia pela própria Bíblia
A Escritura com a Escritura se interpreta, não sendo a mesma de particular interpretação de homens, pois a Bíblia é a suficiente e inerrante Palavra de Deus. Sendo assim, buscamos compreender um texto bíblico examinando primeiramente o seu contexto e, se necessário, recorrendo também a outros textos bíblicos que possam ajudar na sua elucidação, sem desconsiderar os aspectos históricos e culturais da época em que foram escritos.
(Lucas 4:21; 24:27; João 5:39; 2 Coríntios 2:17; Gálatas 1:8; Tito 1:9; 2 Timóteo 3:14 -4:4; 2 Pedro 1:20,21; Judas 3-4; Apocalipse 22:18-19)
2
Interpretamos os ensinos do Antigo Testamento segundo a graça revelada no Novo Testamento
Os 39 livros que compõem o Antigo Testamento, embora sejam sagrados e muito importantes, não se sobrepõem aos ensinamentos neotestamentários, pois em Cristo somos participantes de uma nova, melhor e eterna aliança com Deus, a qual está revelada e mais bem esclarecida na Escritura sagrada que compõem os 27 livros do Novo Testamento.
(João 1:17; 8:31-36; Atos 3:22-23; Romanos 6:14; 2 Coríntios 3:14; Colossenses 2:16,17; Hebreus 7:22; 8:6; 10:1; 12:24; 13:20)
3
Não separamos Jesus Cristo dos seus ensinamentos
Jesus não é apenas o Salvador em quem devemos crer para a nossa salvação, mas também o Senhor a quem devemos obedecer em amor, sendo essa obediência o resultado de sermos regenerados pela sua Palavra, quando a recebemos com fé.
(Mateus 7:21-23; Lucas 6:46-49; 8:15; 9:26; João 12:48; 14:23,24; Tiago 1:18,21,22; 1 Pedro 1:23)
4
Aplicamos os ensinamentos de Cristo segundo a doutrina dos apóstolos
Movidos pelo Espírito Santo, coube aos apóstolos a tarefa de interpretar e aplicar a doutrina de Cristo após o advento da nova aliança. Sendo assim, devemos buscar no livro de Atos e nas epístolas a correta compreensão e aplicação dos ensinamentos contidos nos evangelhos.
(Atos 2:42; 6:4; 1 Coríntios 3:10,11; 2 Coríntios 3:6; Efésios 2:20; 3:5; 1 Tessalonicenses 2:13; 2 Pedro 3:1,2)
5
A graça de Deus concede salvação a todos os homens unicamente por meio da fé em Jesus Cristo
Deus não faz acepção de pessoas e quer que todos os homens ouçam o evangelho e sejam salvos por meio da fé em Jesus Cristo, o seu Filho unigênito, ao qual elegeu e predestinou para vir ao mundo como homem e consumar a obra da nossa salvação por sua morte na cruz. Isso significa que por meio da correta pregação do evangelho Deus concede gratuitamente a todos a oportunidade de crerem para que sejam salvos, convencendo-os pelo Espírito Santo de que estão perdidos e necessitam do Salvador. Porém, significa também que, apesar de ser a vontade de Deus que todos se arrependam para serem salvos, nem todos atendem à graça de Deus que há em Cristo, preferindo endurecer o próprio coração, mesmo após terem sido convencidos pelo Espírito Santo de que necessitam de conversão.
(Mateus 11:28; 23:37; Lucas 9:35; João 3:16; 5:40; 8:24; 16:7-8; Atos 4:12; 7:51; 15:11; 17:30; Romanos 1:16; 8:29; 16:13; Gálatas 3:10-14; Efésios 1:4; 2:8-10; Colossenses 1:21-23; 1 Tessalonicenses 5:19; 1 Timóteo 2:3-5; Hebreus 3:6-8,14; 1 Pedro 1:2,20; 2 Pedro 3:9)
6
A fé bíblica não se limita apenas a uma crença, mas é também caracterizada por confiança e fidelidade
Nem todos que dizem acreditar em Jesus têm realmente fé em Cristo, pois a fé bíblica possui as características da plena confiança no Senhor para a nossa salvação e do comprometimento com a prática do que Ele nos ensinou, a começar pelo arrependimento de pecados.
(Mateus 7:21; Lucas 6:46; João 13:13-15; Hebreus 11:6; 12:1,2; Tiago 2:14-26; 1 João 2:6; 3:23)
7
O arrependimento de pecados é a primeira evidência da fé genuína
A verdadeira fé se evidencia primeiramente pelo arrependimento de pecados. Se alguém declara ter fé em Cristo, mas não se arrepende dos seus pecados, está mentindo; tal pessoa continua resistindo ao Espírito Santo, o qual sempre nos chama ao arrependimento através da pregação do evangelho. Somos salvos pela graça de Deus por meio da fé – sendo essa graça a oportunidade que Deus concede para que todo homem se arrependa, e sendo essa fé primeiramente atestada pelo arrependimento de pecados. Sendo assim, enquanto não houver arrependimento, não haverá salvação.
(Mateus 9:13; Marcos 1:14,15; Lucas 13:1-5; 24:46,47; Atos 2:38; 3:19; 5:31; 11:18; 17:30; 20:21; 26:20; Romanos 2:4; Efésios 2:8-10; 2 Pedro 3:9; 1 João 2:4; 3:6; 4:20; Apocalipse 2:5,16,22; 3:3,19)
8
A graça de Deus nos instrui a andarmos em justiça e santidade
Deus deseja que o seu grande amor por nós, comprovado em Cristo, venha nos constranger a imitarmos o exemplo que seu filho unigênito nos deixou, ou seja: a andarmos na prática da justiça, amando nosso próximo como Jesus nos amou, e a vivermos em santidade, nos abstendo de todo pecado por amarmos o Senhor.
(Mateus 11:28-30; Marcos 12:28-31; Lucas 1:74,75; João 13:34,35; 2 Coríntios 5:14,15; Gálatas 6:14-16; Efésios 4:24; Colossenses 3:5-14; 1 Tessalonicenses 3:12,13; 4:2-9; 1 Timóteo 1:5; Tito 2:11-14; Tiago 1:27; 1 Pedro 1:13-23; 1 João 2:15-17; 3:16; 4:19-21)
9
O livro de Atos é o manual para toda igreja que almeja ser bíblica e cristã
Não é por mera curiosidade histórica que o livro de Atos dos Apóstolos faz parte das escrituras sagradas, pois há nele orientações fundamentais sobre como a igreja do Senhor deve continuar sendo conduzida segundo a graça de Deus em Cristo.
(Atos 1:1-3; 2:38-47; 4:19-35; 6:1-7; 8:14-17,35-38; 10:44-48; 11:14,22-26; 12:5; 13:1-3; 15:5,6; 20:17-36)
10
A DEUS TODA GLÓRIA
Segundo os escritos do Novo Testamento podemos concluir que apóstolos, profetas, evangelistas, pastores (presbíteros, anciãos) mestres, bispos e diáconos nunca foram termos mencionados como títulos, pois jamais precedem o nome de qualquer discípulo de Cristo nos livros neotestamentários. O fato é que esses termos revelam diferentes atribuições, segundo os dons que o Senhor mesmo distribui para estabelecer a ordem e a edificação em Cristo de cada congregação. Ainda que não seja errado alguém ser chamado pelo título que define o seu ministério, precisamos lembrar que somos todos igualmente irmãos em Cristo, sendo membros do seu corpo que é a igreja e que, desta forma, devemos todos servir uns aos outros no serviço ao Senhor. Portanto, não permitimos apresentações nos cultos e nem damos oportunidade para a exaltação de homens – práticas essas que não encontramos no modelo da igreja em Atos - mas damos somente a Deus toda glória.
(Mateus 23:5-12; Marcos 10:42-45; João 13:14-15; Atos 10:25,26; 13:1; 20:24,28; 21:8; Romanos 10:14,15; 11:36; 12:3-11; 1 Coríntios 1:27-31; 3:4-7,21-23; 2 Coríntios 4:5; Gálatas 5:13; 6:14; Efésios 2:19-22; 4:11-16; 5:21; Filipenses 2:5-11; 2 Timóteo 4:5; 1 Pedro 5:1-3; 2 Pedro 3:18; Apocalipse 1:5,6; 5:11-14)
Observação: As referências acima não são exaustivas, sendo apenas alguns dos versículos do Novo Testamento nos quais se baseiam os princípios bíblicos que definem o nosso ministério.