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ESTUDO DO SERMÃO PROFÉTICO DE JESUS


6ª Lição

O PRINCÍPIO DAS DORES (3/4)
EPIDEMIAS


Introdução

A presente lição analisará mais um tópico do trecho do sermão profético a que chamamos de O Principio das Dores. Veremos agora sobre a maior incidência de epidemias, palavra que aparece em destaque no quadro abaixo:

Comparação dos textos paralelos

Comparação dos textos paralelos

EPIDEMIAS

O termo grego loimoì, mencionado apenas em Lucas, aparece traduzido para o português como epidemias, pestes, ou pestilências, dependendo da versão bíblica utilizada.

Uma epidemia ocorre quando uma doença se propaga num local de forma rápida, ou seja, fazendo várias vítimas num curto intervalo de tempo. Isso geralmente acontece quando as pessoas de uma região não tem o sistema imunológico preparado para combater o agente patogênico causador da doença, que pode ser propagada por vírus ou bactérias. Esses microrganismos já causaram estragos tão grandes à humanidade quanto as mais terríveis guerras, terremotos, tsunamis e erupções vulcânicas.

Epidemias O ser humano convive com as epidemias desde a Antiguidade – época marcada por muitas guerras, as quais contribuíram para sua propagação. Naquele tempo soldados famintos e com estado imunológico debilitado transmitiam doenças por onde passavam. Surtos de varíola e sarampo dizimaram milhões de europeus entre os séculos III e VIII. Na Idade Média foi o crescimento das transações econômicas e as guerras religiosas que fomentaram as epidemias. “A lepra provavelmente foi trazida do oriente à Europa no fim do século XI, época das cruzadas. Já a peste bubônica – a mais temida das epidemias medievais – chegou à Europa em um navio genovês vindo da Criméia. Durante toda a Idade Média, a Europa sofreu com vários surtos dessa doença, que exterminou um terço da população do continente. A expansão marítima dos séculos XIV e XV também ajudou a globalizar as epidemias. O descobrimento da América não propiciou só a troca de mercadorias, mas também o perigoso intercâmbio de bactérias. Do velho para o novo mundo vieram inúmeras epidemias como a gripe e o sarampo, que dizimaram boa parte da população nativa. Já a varíola desempenhou importante papel na conquista do império inca pelos espanhóis. No caminho inverso, a sífilis desembarcou na Europa vinda da América.” [21]

Mas nada se compara aos tempos atuais[22]. Das 10 maiores epidemias da História, nove ocorreram a partir do século XIX, como se comprova na relação a seguir:

PESTE NEGRA
Peste Negra De 50 a 75 milhões de mortos (Europa e Ásia) - 1333 a 1351

Causada pela bactéria Yersinia pestis, comum em roedores como o rato, a peste bubônica ganhou o nome de peste negra provavelmente por causa das manchas pretas surgidas na pele dos infectados. A peste era extremamente agressiva chegando a matar em três dias. Dizimou cerca de um terço dos europeus em meados do século XIV. Ela foi sendo combatida à medida que se melhorou a higiene e o saneamento das cidades, diminuindo a população de ratos urbanos. Recentemente voltou a assombrar a humanidade. Em 2013, foram registrados 783 casos no mundo todo, com 126 mortes contabilizadas. Em 2014 a Ilha de Madagascar teve um surto da peste negra, com 119 casos confirmados, sendo que desses, 40 mortes foram registradas. Até os EUA sofrem com a doença, que contabilizou 4 mortes em 2015.

CÓLERA
Centenas de milhares de mortos - 1817 a 1824

Conhecida desde a Antiguidade teve sua primeira epidemia global em 1817. Desde então, o vibrião colérico Vibrio cholerae, que se propaga pela água e alimentos contaminados, sofreu diversas mutações, causando novos ciclos epidêmicos de tempos em tempos.

TUBERCULOSE
1 bilhão de mortos - 1850 a 1950

Sinais da doença foram encontrados em esqueletos de 7.000 anos atrás. O combate foi acelerado em 1882, depois da identificação do bacilo de Koch, causador da tuberculose, que se transmite através das vias respiratórias. Nas últimas décadas, ressurgiu com força nos países pobres, incluindo o Brasil, e como doença oportunista nos pacientes de AIDS.

VARÍOLA
300 milhões de mortos - 1896 a 1980

A doença atormentou a humanidade por mais de 3 mil anos. Até o faraó egípcio Ramsés II, a rainha Maria II da Inglaterra e o rei Luís XV da França morreram de varíola. A vacina foi descoberta em 1796 e erradicada do planeta desde 1980, após campanhas de vacinação em massa.

GRIPE ESPANHOLA
20 milhões de mortos - 1918 a 1920

O vírus Influenza é um dos maiores carrascos da humanidade. A mais grave epidemia foi batizada de gripe espanhola, embora tenha feito vítimas no mundo todo. Em apenas três anos, matou duas vezes mais que toda a Primeira Guerra Mundial. No Brasil, matou o presidente Rodrigues Alves.[23] Propaga-se pelo ar, por meio de gotículas de saliva e espirros. O vírus está em permanente mutação, por isso o homem nunca está imune. As vacinas antigripais previnem a contaminação com formas já conhecidas do vírus.

Gripe Espanhola
Galpão lotado de soldados contaminados pela gripe espanhola em 1918

TIFO
3 milhões de mortos (Europa Oriental e Rússia) - 1918 a 1922

A doença é causada pelas bactérias do gênero Rickettsia, que se propaga na pulga do rato. Como a miséria apresenta as condições ideais para a proliferação, o tifo está ligado a países do Terceiro Mundo, campos de refugiados e concentração, ou guerras. O tratamento é feito à base de antibióticos.

Febre Amarela FEBRE AMARELA
30.000 mortos (Etiópia) - 1960 a 1962

O Flavivírus, que tem uma versão urbana e outra silvestre, já causou grandes epidemias na África e nas Américas. A vítima é picada pelo mosquito transmissor (Aedes Aegypti, o mesmo vetor da dengue) que picou antes uma pessoa infectada com o vírus. Ao contrário da dengue, existe vacina contra a febre amarela, que pode ser aplicada a partir dos 12 meses de idade e renovada a cada dez anos.

SARAMPO
6 milhões de mortos por ano - Até 1963

Era uma das causas principais de mortalidade infantil até a descoberta da primeira vacina, em 1963. Com o passar dos anos, a vacina foi aperfeiçoada, e a doença foi erradicada em vários países. Altamente contagioso, o sarampo é causado pelo vírus Morbillivirus, propagado por meio das secreções mucosas (como a saliva, por exemplo) de indivíduos doentes. Existe vacina, aplicada aos nove meses de idade e reaplicada aos 15 meses.

MALÁRIA
De 500 mil a 1 milhão de mortes por ano

A Malária é uma doença infecciosa causada por meio da picada de mosquitos do gênero Anopheles. Em 1880, foi descoberto o protozoário Plasmodium, causador da doença. Malária Todos os anos a malária mata milhares de pessoas no mundo, sendo que 90% dessas mortes ocorrem na África subsaariana. Dos casos de malária no Brasil, 98% acontecem na Amazônia. Em todo o mundo, cerca de 3,3 bilhões de pessoas correm o risco de pegar a doença. A OMS considera a malária a pior doença tropical e parasitária da atualidade, perdendo em gravidade apenas para a AIDS. Ainda não existe uma vacina eficiente, apenas drogas para tratar e curar os sintomas.

AIDS
22 milhões de mortos - Desde 1981

A doença foi identificada em 1981, nos Estados Unidos, e desde então foi considerada uma epidemia pela Organização Mundial de Saúde. O vírus HIV é transmitido através do sangue, do esperma, da secreção vaginal e do leite materno. Destrói o sistema imunológico, deixando o organismo frágil a doenças causadas por outros vírus, bactérias, parasitas e células cancerígenas. Não existe cura. Os soropositivos são tratados com coquetéis de drogas que inibem a multiplicação do vírus, mas não o eliminam do organismo.
Aids
Como se percebe, o aumento da ocorrência de epidemias é mais notável a partir do século XX. Esse dado coincide com o profetizado tempo chamado pelo Senhor de O Princípio das Dores.

Epidemias neste século

Apesar de todo o avanço médico e científico, a AIDS, a Malária e a Tuberculose continuam assolando o mundo no século XXI.

Atualmente cerca de 40 milhões de pessoas convivem com a AIDS, que mata uma pessoa no mundo a cada 10 segundos e infecta outra a cada 6,5 segundos. Por ano, mais de 2,8 milhões de pessoas morrem por decorrência da AIDS.

A malária provoca mais de três mil falecimentos por dia e afeta entre 300 e 500 milhões de pessoas em mais de 90 países da África, Índia, Sudeste Asiático e América Latina. A cada 30 segundos uma criança morre de malária em algum lugar do mundo.

A tuberculose afeta cerca de 20 milhões de pessoas de 21 países latino-americanos e causa 50 mil mortes por ano. Segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), se não forem intensificados os controles atuais, mais de 40 milhões de pessoas morrerão de tuberculose nos próximos 25 anos.
Epidemias
Como se não bastasse, novas epidemias globais surgiram no presente século, sendo as mais famosas a SARS, a Gripe Aviária, a Gripe Suína e o Ebola:

SARS
Surgida no sul da China em novembro de 2002, a SARS — Síndrome Respiratória Aguda Grave — em poucos dias infectou mais de oito mil pessoas, com surtos em cerca de 30 países, fazendo aproximadamente 800 vítimas em todo o mundo.

GRIPE AVIÁRIA
Em 2005, o mundo assustou-se com a chamada gripe aviária, doença que já existe há séculos, mas que ressurgiu de modo surpreendente trazendo prejuízos à economia mundial, particularmente ao Brasil, grande exportador de aves. À época, a conjectura de que a influenza H5N1, nomenclatura cientifica da epidemia, fosse o “retorno” da gripe espanhola, aumentou o pânico e o terror entre as pessoas. A Organização Mundial de Saúde (OMS) informa que desde 2003 a gripe aviária fez 331 vítimas fatais. Também matou ou provocou o abate de mais de 400 milhões de aves domésticas em todo o mundo, causando um dano econômico estimado em 31 bilhões de reais. O vírus tinha sido eliminado da maioria dos 63 países infectados no pico da doença em 2006, que viu 4.000 focos em todo o mundo. No entanto, continua endêmico em alguns países asiáticos e, em 2010, as autoridades alertaram para o possível ressurgimento mundial da doença.

GRIPE SUÍNA
Gripe Suína Quando o mundo ainda encontrava-se assustado pelo surto da gripe aviária, em 2009 mais uma doença de origem animal surgiu: a gripe suína (influenza H1N1). Quando o primeiro surto apareceu no México, havia a suspeita de 149 mortes pelo contágio do vírus. O Brasil, país afetado pela gripe suína, registrou 1.705 mortes em 2009, e em 2010, cerca de 50 vítimas. Dados da OMS confirmam que a também chamada “gripe A”, foi responsável por quase 12 mil mortes em todo o mundo. Apesar de controlada, autoridades governamentais ao redor da Terra ainda seguem vacinando as suas populações contra a gripe suína.

EBOLA
Identificado em 1976, o maior surto de ebola só veio a ocorrer em dezembro de 2013 e avançou por 2014, atingindo a Guiné, Libéria e Serra Leoa, mas ameaçando também a Europa e os Estados Unidos, onde surgiram alguns casos. Desde o início do surto do ebola, foram registrados mais de 28 mil casos da doença. Destes, cerca de 11 mil pessoas morreram. Isso coloca a fatalidade do atual surto em 40%, índice bastante alto se comparado a outras doenças.[24]
Ebola
HPV
O Vírus do Papiloma Humano (HPV) já é considerado a epidemia do século XXI. Transmitido sexualmente, o HPV atinge mais de 630 milhões de homens e mulheres em todo o mundo. Atualmente, existem mais de 100 tipos de HPV - alguns deles podendo causar câncer, principalmente no colo do útero e no ânus. No Brasil ocorrem cerca de 20 mil casos e 4 mil mortes anualmente.

Epidemias no Brasil

Além do HPV, o maior desafio epidemiológico no Brasil tem sido a dengue. A transmissão dessa doença ocorre pela picada do aedes aegypti infectado, uma espécie de mosquito de origem africana que chegou ao continente americano na época da colonização. Desde a década de 1980 surtos de dengue têm matado milhares de brasileiros. Somente até 30 de Maio de 2015 o número de infectados por dengue no Brasil já ultrapassava 1 milhão, com 378 mortes registradas no mesmo período.[25]

Dengue 2014

A mais nova epidemia global

Devido ao crescente número de casos, o câncer já está sendo visto como a mais nova epidemia mundial. “Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células, que invadem tecidos e órgãos. Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores malignos, que podem espalhar-se para outras regiões do corpo. As causas de câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo, estando inter-relacionadas.”[26] “O câncer representa hoje uma ameaça crescente para a saúde no mundo. É a doença que mais cresce e uma das maiores causas de morte, ao lado das doenças cardiovasculares. São mais de oito milhões de casos novos a cada ano — um aumento de quase 40% nos últimos 20 anos. E a Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que, em 2030, 22 milhões de pessoas, entre homens, mulheres e crianças, serão diagnosticadas com câncer por ano e 13 milhões morrerão da doença.”[27]

Conclusão

É inegável que o mundo tem sido assolado por um número crescente de epidemias. A circulação de vírus e bactérias por todo o planeta é ainda mais agravada pela intensa circulação humana, seja por via terrestre, marítima ou aérea. Milhões de pessoas viajam diariamente de um país para outro, todos os dias, como possíveis agentes de contaminação. Neste sentido, uma epidemia global catastrófica só não aconteceu ainda por milagre. De fato, o Senhor não disse que o fim seria dessa forma. O aumento das epidemias são apenas mais um sinal de que já vivemos no princípio das dores.


Suplemento

[21] Denis Weisz Kuck:
http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/medicina-e-saude/historia-das-epidemias-uma-batalha-milenar

[22] Video sobre epidemias: https://youtu.be/BC6r59vPIAk

[23] Video sobre epidemias no Brasil: https://youtu.be/zuI-eOCmrts

[24] Videos sobre o Ebola:
https://youtu.be/jjTDotXTpxA
https://youtu.be/CZ0EsnuDKw4

[25] Video sobre a dengue no Brasil: https://youtu.be/cw6zgCPhblA

[26] http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/cancer/site/oquee

[27] Luiz Antônio Santini, presidente do Inca:
http://fbh.com.br/2014/12/02/noticias-do-setor/presidente-do-inca-fala-em-epidemia-de-cancer-no-pais-e-preve-500-mil-novos-casos-em-2014-e-2015/

Notas bibliográficas

http://super.abril.com.br/ciencia/as-grandes-epidemias-ao-longo-da-historia
http://top10mais.org/top-10-epidemias-mais-mortais-da-historia/
http://www.suapesquisa.com/o_que_e/epidemia.htm
http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos/origem-das-epidemias
http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/medicina-e-saude/historia-das-epidemias-uma-batalha-milenar
http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2015/lbj-2015-03-05.htm
http://www.msf.org.br/o-que-fazemos/atividades-medicas/malaria
http://drauziovarella.com.br/letras/m/malaria/
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/07/150723_malaria_10_lk
http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/afp/2015/02/06/ebola-deixou-mais-9000-mortos-nos-tres-paises-mais-afetados.htm
http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2015/10/pela-primeira-vez-em-18-meses-oms-nao-registra-novos-casos-de-ebola.html
http://www.ibvivavida.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=2565:not2729&catid=34:noticias&Itemid=54
http://www.atribuna.com.br/noticias/noticias-detalhe/cidades/hpv-e-a-epidemia-do-seculo-21-alerta-infectologista/?cHash=1a796617755ba5c6167c11468acd34ba

Lições
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