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ESTUDO DO SERMÃO PROFÉTICO DE JESUS


4ª Lição

O PRINCÍPIO DAS DORES (1/4)
GRANDES GUERRAS


Introdução

Analisamos na lição anterior o trecho do sermão profético onde o Senhor havia dito que guerras, revoluções e rumores de guerras não deveriam nos assustar, pois o fim não seria logo. Também vimos que, ao longo de todo esse tempo, surgiriam muitos falsos cristos e falsas previsões acerca do seu retorno, bem como do final desta era. Como ficou comprovado, tudo isso tem se cumprido com impressionante exatidão. Agora, prosseguindo em nosso estudo, iremos nos deparar com o trecho que revela os sinais de um período na história que o Senhor chamou de “o princípio das dores”.

Comparação dos textos paralelos

Comparação dos textos paralelos

O início do fim

Segundo consta em Mateus e Marcos, o Senhor concluiu esse trecho do seu discurso ressaltando que devemos interpretar esse conjunto de sinais como o princípio das dores. A ilustração se refere às dores que uma gestante sente ao se aproximar o término de sua gravidez. Ou seja, mais uma vez Cristo adverte que ainda não seria exatamente o fim. Por outro lado, sabemos que o princípio das dores é a evidência de que o parto está bem perto de ocorrer. Sendo assim, se os sinais vistos na aula anterior não apontavam que o fim seria logo, podemos afirmar que os sinais vistos agora dão um passo adiante: trata-se do princípio do fim.

Dois eventos

Cristo inicia esse trecho do sermão apontando para dois eventos que marcariam o início desse tempo que ele chamou de princípio das dores:

“Levantar-se-á nação contra nação, e reino contra reino.”

Perceba que um pouco antes o Senhor já havia falado sobre guerras, mas de uma forma geral, denotando algo que sempre ocorreu na história humana. Desta vez, no entanto, temos duas situações peculiares, que são caracterizadas da seguinte maneira:

1) Nação contra nação;
2) Reino contra reino.

É muito provável que o Senhor estivesse indicando dois acontecimentos que marcariam a história, bem como o tempo inicial do fim, ou seja, o princípio das dores. Para presumirmos o que seriam esses dois eventos, necessitamos primeiro descobrir qual o sentido original dos termos gregos que foram traduzidos como “nação” e “reino”.

Nação contra nação

O termo traduzido como “nação” é o verbete número 1484 de Strong, o famoso dicionário que nos revela o sentido original do grego bíblico (koiné) para o português. Apesar de também significar “nação” o termo grego ethnos primeiramente significa “multidão de associados”, como você poderá conferir no recorte abaixo, retirado do dicionário Strong:

Nação contra nação

Sendo assim, “nação contra nação” pode significar também nações que se associaram a outras nações para combater também nações que se associaram a outras nações.

Reino contra reino

O que se traduziu por “reino” é o verbete de número 932 no dicionário grego Strong. Não significa um território, mas uma autoridade, ou seja, o direito para se governar sobre um reino, ou para se exercer um domínio.

Reino contra reino

Neste sentido, seria como se o Senhor estivesse salientando uma guerra entre ideologias opostas. A defesa da ideologia importaria tanto quanto a defesa do próprio território.

Duas grandes guerras mundiais

A análise do grego parece apontar que o Senhor prenunciou duas guerras com características específicas. A primeira, caracterizada por nações que estavam unidas em aliança contra outras nações, as quais também teriam se associado. A segunda, caracterizada pelo conflito entre duas ideologias predominantes. A identificação desses detalhes nos revela nitidamente as duas guerras mundiais ocorridas no século XX.

Apesar de a Segunda Guerra Mundial geralmente ser apresentada como uma espécie de continuação da Primeira Grande Guerra, o fato é que há uma diferença na motivação de suas alianças. Vejamos os textos a seguir, oriundos de sites de história e que nos apontam essa diferença.

Primeira Guerra Mundial (1914-1918)

“Os países europeus começaram a fazer alianças políticas e militares desde o final do século XIX. Durante o conflito mundial estas alianças permaneceram. De um lado havia a Tríplice Aliança formada em 1882 por Itália, Império Austro-Húngaro e Alemanha (a Itália passou para a outra aliança em 1915). Do outro lado a Tríplice Entente, formada em 1907, com a participação de França, Rússia e Reino Unido.” [10]

Segunda Guerra Mundial (1939-1945)

“A Segunda Guerra foi um conflito de ideologias. O fascismo italiano, o nazismo alemão e o comunismo da União Soviética apresentavam-se, na ocasião, como alternativas às democracias dos Estados Unidos, da França e da Inglaterra.” [11]

Talvez o Senhor tenha estabelecido esses dois eventos mundiais como um marco, ou seja, o momento em que começariam as primeiras contrações, o princípio das dores.

Coisas espantosas

Se essa interpretação estiver correta é bem provável que as “coisas espantosas” e os “grandes sinais do céu”, mencionados por Lucas, também tenham a ver com essas duas grandes guerras. Por exemplo, os números relacionados a elas são mesmo espantosos:

Primeira e Segunda Guerra Mundial em números

“A Primeira foi o último grande conflito que se desenvolveu em campos de batalha. Ela ficou famosa pelos confrontos de trincheiras, nas quais os generais exortavam os jovens a se matarem mutuamente. Já na Segunda, a guerra chegou com toda a intensidade até os civis. Milhões de russos perderam a vida no cerco de Leningrado, Stalingrado e Moscou e em outras cidades soviéticas. Milhares de ingleses, japoneses e alemães também morreram por ocasião dos bombardeios adversários.” [11] “[A Segunda Guerra Mundial] foi a maior catástrofe provocada pelo homem em toda a sua longa história. Envolveu setenta e duas nações e foi travada em todos os continentes, de forma direta ou indiretamente. O número de mortos superou os cinquenta milhões havendo ainda uns vinte e oito milhões de mutilados. [...] Se a Primeira Guerra Mundial provocou um custo de 208 bilhões de dólares, esta atingiu a impressionante cifra de 1 trilhão e 500 bilhões de dólares, quantia que, se investida no combate da miséria humana a teria suprimido da face da terra. Aproximadamente 110 milhões de homens e mulheres foram mobilizados, dos quais apenas 30% não sofreram morte ou ferimento. [...] Como em nenhuma outra, o engenho humano foi mobilizado integralmente para criar instrumentos cada vez mais mortíferos, sendo empregados a bomba de fósforo, a napalm e finalmente a bomba política de genocídio em massa, construindo-se campos especiais para tal fim. Com disse o historiador R.A.C. Parker: "O conceito que a humanidade tinha de si mesmo, nunca voltará a ser o mesmo".”[12]

A coisa mais espantosa

A coisa mais espantosa De fato, o mundo nunca mais foi o mesmo após as duas grandes guerras, nas quais muitas “coisas espantosas” ocorreram. Mas nada nos causaria mais espanto e horror que as bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki, que mataram, instantânea e indiscriminadamente, mais de 200 mil pessoas, deixando outras 100 mil gravemente feridas. Posteriormente, os efeitos da radiação continuaram vitimando milhares de japoneses, chamados de hibakusha (afetados pela bomba), que serviram de cobaia para médicos e cientistas que antes desconheciam os efeitos da mais terrível arma inventada pelo homem.

Após a devastação de Hiroshima e Nagasaki, em agosto de 1945, armas nucleares continuaram sendo detonadas durante testes em mais de duas mil ocasiões. Atualmente, a bomba atômica tem o poder de destruição de até duzentas bombas iguais à utilizada em Hiroshima. Além dos Estados Unidos, seis outros países dispõem desse tipo de armamento: Rússia, Reino Unido, França, China, Índia e Paquistão. Acredita-se que Israel também possua armas nucleares, embora seu governo não o reconheça. A Coreia do Norte e o Irã são acusados de as estarem desenvolvendo. Como se não bastasse, há o temor de que grupos terroristas, como o Estado Islâmico, consigam armamento nuclear, colocando em risco seus potenciais inimigos.

“Os efeitos de uma guerra nuclear foram mostrados com moderação no filme O Dia Seguinte (1983), que impressionou tanta gente e provocou intensos debates. Entretanto, a realidade, como costuma acontecer, supera a imaginação, e a ficção do filme é considerada uma visão otimista demais.” [13]

Mais coisas espantosas

Torres Gêmeas Prédios
Torres Gêmeas Pessoas
A previsão que o Senhor fez acerca de “coisas espantosas” não somente pode estar ligado a essas guerras, como a qualquer coisa espantosa que tenha ocorrido após esse período. Neste sentido, podemos incluir uma série de eventos que impressionaram o mundo, tais como os atentados de 11 de Setembro de 2001, ou catástrofes naturais, como grandes terremotos e tsunamis, cujas imagens são vistas em todo o mundo. Isso também nos faz lembrar o espantoso avanço científico e tecnológico, que parece não ter limites.

Grandes sinais do céu

Santos Dumont Quanto aos grandes sinais do céu, mencionados apenas por Lucas, isso pode ser somente uma antecipação do que será dito mais a frente no mesmo sermão, a respeito de sinais no sol, na lua e nas estrelas (Lc 21:25). Porém, é mais provável tratar-se de outra coisa. Algo que, assim como as duas grandes guerras, também só se viu após o século XIX. Trata-se da invenção do avião, que se deu a partir de 1906, quando pela primeira vez na história um homem conseguiu alçar voo com um aparelho motorizado. Seu inventor, o brasileiro Alberto Santos Dumont, logo viu sua descoberta ser utilizada para fins militares. Isso lhe causou grande angústia e talvez tenha sido uma das causas do seu suicídio, em 1932.

O fato é que a partir da Primeira Guerra Mundial o céu passou a ser um novo campo de batalha. Apesar de os aviões bélicos de 1914 conseguirem levar apenas pequenas cargas de bombas, o início dos bombardeios táticos e estratégicos data dos primeiros dias da guerra. Mas foi durante a Segunda Grande Guerra que a produção e utilização de aviões de guerra dispararam, sendo estes utilizados para grandes bombardeios e combates aéreos jamais imaginados. A importância crucial dos aviões nessa guerra pode se resumir na frase que Winston Churchill pronunciou em 1933: “O poder aéreo pode acabar com a guerra, ou com a civilização”.

Avião de Guerra

Não há como se negar que a imagem desses aviões, bem como de espaçonaves e satélites, pode muito bem ser aquilo que o Senhor interpretou como grandes sinais do céu. Nós, que vivemos no século XXI, estamos tão acostumados com esses sinais que eles já não nos parecem grandes. Mas imagine alguém que os vislumbrasse profeticamente vinte séculos atrás...


Suplemento

[10] Fonte:
http://pt.scribd.com/doc/17308949/A-Primeira-e-Segunda-Guerra-Mundial#scribd

[11] Fonte:
http://revistaescola.abril.com.br/historia/fundamentos/quais-diferencas-primeira-segunda-guerra-mundial-611950.shtml

[12] Texto de Voltaire Schilling. Encontrado em diversos sites, tais como:
http://noticias.terra.com.br/educacao/segunda-guerra/

[13] Luiz Pinguelli Rosa - Membro do Conselho da Sociedade Brasileira de Física e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Fonte:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-64451985000300015

VÍDEOS EXIBIDOS EM AULA

Países que tem armas nucleares
https://www.youtube.com/watch?v=dcBp4aTJ-lA

Trecho do filme O Dia Seguinte
https://www.youtube.com/watch?v=EN6jBTBAEAc

Lições
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