- A Igreja Bíblica Cristã é uma denominação pentecostal?
Depende do que se entenda por pentecostal. Se a ideia for a de um culto barulhento, no qual se incentive o falar em línguas e a entrega de profecias, então nós não somos pentecostais. Se, por outro lado, o conceito de pentecostal for o de uma igreja que busque fervor espiritual e onde se acredita que o Senhor continua distribuindo dons e operando milagres por meio da fé, pois “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente”, então pode-se dizer que somos pentecostais. Em outras palavras, nosso pentecostalismo é pautado e equilibrado pelas escrituras, como por exemplo, nas diretrizes que encontramos em 1 Coríntios 14:18-31 acerca do dom de línguas – texto ignorado por muitas igrejas que se dizem pentecostais.

- Vocês são fundamentalistas?
Não somos fundamentalistas no sentido pejorativo do termo, mas sim em reconhecermos Jesus Cristo como fundamento da nossa fé (1Co 3:11). Porém, ao nos referirmos a Cristo como nosso fundamento, queremos com isso dizer que o recebemos como único Senhor e Salvador e que buscamos seguir seus ensinamentos, os quais nada têm a ver com a imposição de dogmas, intolerância e fanatismo religioso.
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- Vocês guardam o sábado?
Antes de tudo, devemos esclarecer que não condenamos quem tenha decidido ser sabatista. Porém, o fato é que não encontramos qualquer texto bíblico, no contexto da nova aliança, que nos oriente a guardar o sábado. Se nós, que somos convertidos ao Senhor, tivéssemos que guardar o sábado, certamente haveria instruções a esse respeito nos escritos do Novo Testamento. Os apóstolos, por exemplo, teriam escrito sobre tal ordenança nas epístolas, uma vez que estas visavam dar orientação aos novos convertidos a Cristo. Mas, ao contrário, encontramos evidências de que nós, cristãos, estamos livres dessa prática judaica, tal como está revelado em Romanos 14:5-6, Colossenses 2:16-17. Além disso, temos uma clara orientação a esse respeito no capítulo 15 do livro de Atos, no qual alguns judeus convertidos queriam que os demais cristãos observassem a lei de Moisés, o que obviamente incluía guardar o sábado (Atos 15:5). Porém, a decisão dos apóstolos colocou fim a essa questão (Confira Atos 15:6-29). Portanto, preferimos obedecer a instrução apostólica e por isso também não guardamos o sábado. O nosso descanso é Cristo.
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- Vocês são calvinistas ou arminianos?
Nem uma coisa e nem outra. Não assumimos qualquer rótulo, pois aqueles que o fazem tornam-se prisioneiros de um “pacote” de conceitos pré-estabelecidos. Por exemplo, tanto o calvinismo quanto o arminianismo englobam ensinamentos que vão muito além de somente se crer ou não na predestinação. Não nos colocamos rótulos de nenhuma natureza, pois o Senhor não nos ensinou a fazermos tal coisa. No máximo, podemos dizer que somos simplesmente cristãos.

- Vocês acreditam na predestinação?
A predestinação divina é claramente ensinada nas Escrituras. No entanto, não podemos nos esquecer de que somos “eleitos segundo a presciência de Deus Pai”, significando que Ele predestinou “aos que de antemão conheceu”. Confira Romanos 8:29 e compare com 1 Pedro 1:2. Os predestinados são aqueles que perseveram na fé até o fim de suas vidas na terra. “Aquele que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mateus 10:22). Não por acaso esses são chamados pelo Senhor de vencedores no Apocalipse. Portanto, do ponto de vista de Deus, que já conhece o fim de todas as coisas, já somos eleitos e predestinados à salvação; mas, do ponto de vista humano, precisamos perseverar todos os dias, combatendo o bom combate da fé até que nossa carreira se complete e venhamos receber a coroa da vida.

- Vocês admitem pastoras?
Não encontramos qualquer base bíblica para que mulheres estejam à frente do pastoreio de congregações. Sendo assim, não reconhecemos a função pastoral feminina neste sentido, ou seja, de alguém que se responsabilize pela igreja. No entanto, a esposa de um pastor geralmente participa do seu pastorado, pois com ele realiza visitas, aconselhamentos e viagens missionárias. Sendo assim, não vemos problema em que esposas de pastor sejam também chamadas de pastoras, mas apenas pela consideração para com o seu trabalho e não como alguém que esteja na função de liderar uma igreja.

- Por que vocês não realizam batismo apenas em água corrente?
O batismo em água corrente não é uma ordenança bíblica. Ainda que João batizasse num rio, não existe qualquer versículo que proíba o batismo em um lago, ou qualquer outro local onde a água não seja corrente. A ideia de que o batismo precisa ser em água corrente geralmente se baseia na ideia errônea de que os pecados são lavados pela água. Tal conceito é infantil e não encontra qualquer respaldo nas Escrituras.

- Vocês acreditam que os dons do Espírito ainda sejam dados nos dias de hoje?
Os dons espirituais são claramente mencionados como necessários para a edificação da igreja, de modo que somos incentivados a buscarmos os melhores dons (confira 1 Coríntios 12:4-11,28-31). No entanto, sabemos que há falsos convertidos que imitam os dons do Espírito e por causa desses impostores é que muitos hoje duvidam da continuidade de todos os dons. Mas a Palavra não ensina que os dons tenham cessado, como se as manifestações do Espírito Santo que lemos em Atos, por exemplo, não pudessem mais ocorrer hoje em dia. Cremos que os dons são necessários, pois somos pessoas imperfeitas que recebemos a incumbência de uma obra santa. Sendo assim, os dons deixarão de ser necessários apenas quando a igreja for arrebatada da terra, ou seja, quando nos uniremos para sempre com aquele que é perfeito, o nosso Senhor Jesus Cristo.

- Qual a posição de vocês a respeito do batismo no Espírito Santo?
O batismo no Espírito Santo é claramente mencionado nas Escrituras, de modo que negar sua existência, ou necessidade, seria negar a própria Palavra de Deus. No entanto, é importante esclarecermos que se trata de um revestimento de poder, a fim de que o crente seja capacitado para a obra de evangelização. Sendo assim, o batismo no Espírito não deve ser entendido como uma condição para sermos salvos, pois a salvação vem pela fé, mas é um revestimento de poder concedido pelo Senhor para o crescimento do seu reino.



- Vocês costumam lembrar que o templo não é a “casa de Deus”, mas ao mesmo tempo continuam se reunindo em um templo. Não há uma contradição nisso?
Não há contradição. O fato de que “Deus não habita em templos feitos por mãos de homens” não significa que seja proibido haver locais destinados a se cultuar a Deus. O importante é compreendermos que essas edificações não são a morada de Deus, mas apenas o lugar onde nos reunimos para compartilhar nossa fé. Tanto Jesus quanto os apóstolos deixaram claro que cada um de nós é habitação do Espírito Santo e que juntos edificamos a verdadeira casa de Deus, a qual é constituída por pedras vivas que somos nós, a sua igreja. Essa compreensão é muito importante, razão pela qual é constantemente lembrada em nossas pregações e ensinos.
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- Por que não existem campanhas na IBC?
Campanhas têm o propósito de prender as pessoas na igreja – geralmente por um período de no mínimo sete semanas – com a promessa de que alcançarão determinado propósito. Algumas igrejas costumam também relacionar suas campanhas a um certo valor de oferta. Sendo assim, não realizamos campanhas porque, além de considerarmos algo antiético, tal prática não possui qualquer fundamento bíblico.

- Por que nos cultos da IBC não há apresentação musical de conjuntos, tais como de varões, mulheres, adolescentes e crianças, como costuma ocorrer nas demais igrejas?
Por pelo menos três razões. Em primeiro lugar, porque não existe qualquer orientação bíblica no sentido da formação de conjuntos musicais, o que já seria um motivo suficiente; segundo, porque a apresentação dos mesmos tomaria muito tempo do culto, nos obrigando a reduzir o momento destinado à Palavra, oração e adoração; e, terceiro, porque já fizemos isso no passado e sabemos que trás mais problemas do que bênçãos. Poderíamos acrescentar ainda que o tempo gasto com esses ensaios deveria ser mais bem investido em oração, evangelismo, estudo ou qualquer outra coisa mais edificante.

- Por que vocês se reúnem também nos lares e não apenas no templo?
Porque nos lares conseguimos nos reunir em grupos pequenos, o que proporciona uma oportunidade para todos interagirem. No templo, a grandeza do espaço e a enorme quantidade de pessoas não possibilitam que todos possam compartilhar suas experiências em Cristo. Ou seja, a dinâmica dos encontros nos lares é diferente, pois, ao contrário do que ocorre nos cultos e nas aulas de escola bíblica, no pequeno grupo todos têm a oportunidade de falar, gerando mútua edificação e possibilitando o maior cuidado de uns para com os outros.

- O encontro nos lares é igual a um culto? Por exemplo, tem pregação e coleta de ofertas? Ou é um estudo bíblico?
Não é um estudo bíblico e também não tem o formato de um culto, com pregação e ofertas. O que ocorre no encontro é um bate-papo descontraído sobre algum tema, ou trecho das Escrituras. Durante esse período os participantes também compartilham experiências, pedem conselhos e oram uns pelos outros. O encontro nos lares é algo diferente, que complementa, mas que não substitui a prática semanal de culto e de estudo bíblico. Tudo isso é muito importante para nossa edificação em Cristo.

- Por que vocês não se reúnem somente nos lares, mas continuam se reunindo também num templo?
Seguimos o padrão revelado nas Escrituras. Tanto no livro de Atos quanto nas epístolas encontramos evidências de que os cristãos se reuniam em grupos pequenos, geralmente nos lares, mas também em grandes grupos, como no templo, sinagogas, cenáculos ou até mesmo ao ar livre. Ainda que reuniões maiores impossibilitem a participação ativa de todos, elas são necessárias para promover a unidade entre os pequenos grupos, a fim de que todos percebam fazer parte de algo maior. Além disso, nas reuniões de pequenos grupos não há tempo para pregações pastorais, as quais são indispensáveis para nossa exortação, a fim de que sigamos todos numa mesma direção, focados em Cristo Jesus.



- Por que a Igreja Bíblica Cristã não aderiu à teologia da prosperidade como tem ocorrido com muitas igrejas evangélicas? Vocês são a favor da miséria?
Nós não somos a favor da miséria, mas somos a favor da verdade do evangelho. A chamada teologia da prosperidade é uma distorção dos ensinamentos de Cristo e por isso nós não podemos aceita-la. Os pastores que incentivam a ganância das riquezas, ou ignoram ou fingem ignorar orientações claras e diretas que nos impedem de acumular bens materiais. Jesus e os apóstolos nos ensinaram que nossa vida deve ser simples e que todo excedente material deve ser compartilhado com os mais pobres. Por outro lado, incentivamos a todos que estudem e busquem crescer profissionalmente, mas desde que seja pela motivação correta – a qual não deve ser a riqueza pessoal e sim o compartilhamento do que temos para o bem comum.
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- Qual a posição de vocês a respeito do dízimo?
A entrega do dízimo é uma prática que se consolidou ao longo dos séculos na igreja cristã e que recomendamos apenas para quem não deseja ofertar menos do que deveria. A prática do dízimo é uma forma de nos protegermos da avareza e da ganância, além de assegurar os recursos necessários para a evangelização. No entanto, a entrega do dízimo deve ser um ato espontâneo, realizado por amor e não por constrangimento. Ensinar o dízimo como doutrina cristã obrigatória é um equívoco, pois o dízimo nem sequer é mencionado no livro de Atos e nas epístolas. Isso decorre pela mesma razão de a guarda do sábado não ser também ensinada no Novo Testamento: ambas eram ordenanças pertencentes à velha aliança, limitada aos judeus, estando os convertidos gentios (não judeus) totalmente livres disso (Atos 15:19-20). Aqueles que realmente seguem a Cristo desejarão ofertar muito além do dízimo, a fim de que não faltem recursos para se promover a pregação do evangelho, o ensino de Cristo, o sustento dos que se dedicam integralmente a isso e a ajuda aos necessitados (Atos 4:34-35; 6:1-4; 1Co 9:14; 2Co 11:8; 1Tm 5:17-18). Barnabé foi um bom exemplo de cristão que ofertava muito além do dízimo (Atos 4:36-37).

- Por que na IBC a cantina é de graça? Não seria uma boa forma de se arrecadar para a obra de Deus a venda de lanches após o culto?
Nossa cantina é gratuita por pelo menos dois motivos. Primeiro, para que não corramos o risco de alguém deixar de comer porque não tem condições de pagar por um lanche; e, segundo, porque preferimos confiar no modelo bíblico de arrecadação, onde as pessoas ofertam simplesmente por amor, sem esperar nada em troca.



- Por que a Igreja Bíblica Cristã tem esse nome?
O nome Igreja Bíblica Cristã não ocorreu por acaso. Ele existe para que não nos esqueçamos de zelar por dois importantes propósitos: primeiro, o propósito de seguirmos o modelo bíblico de Igreja (por isso: Igreja Bíblica) e, segundo, o propósito de perseverarmos em Cristo como único fundamento de nossa fé e prática (por isso acrescentamos o Cristã).

- Por que vocês evitam o uso do termo “líder” na IBC?
Porque preferimos adotar o termo “responsável”. Chamar alguém de líder pode transmitir a ideia de que tal pessoa esteja acima das demais, o que contraria o propósito de Cristo para com sua igreja. Na IBC a liderança ocorre em parceria, ou seja, geralmente nomeamos três pessoas como responsáveis por determinado ministério, os quais devem buscar a direção do Espírito Santo em suas divergências de opinião. Esse parece ser o modelo mais próximo de liderança que a igreja apostólica adotava.

- Por que os pastores da IBC não usam sempre paletó e gravata?
Porque isso é apenas uma tradição. Sendo assim, não obrigamos e nem proibimos ninguém de usar paletó e gravata. Apenas orientamos que todos, sejam pastores ou não, se vistam com decência e sem ostentação, conforme nos orienta a Palavra.
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- Por que os obreiros da IBC não usam uniformes?
Porque não vemos a igreja como uma instituição e sim como uma irmandade onde todos são iguais. Uniformes, assim como crachás, podem transmitir uma ideia de hierarquia e separação – algo que preferimos evitar. Além disso, o tempo nos comprovou que é desnecessário o uso dessas indumentárias, pois o importante é que cada um conheça e realize suas funções para a edificação de toda a igreja e não para o destaque de si mesmo.

- O que vocês acham dos que acreditam que a Terra é plana?
Nossa posição acerca disso é o mais absoluto respeito. Cremos que nossa salvação não depende da crença no formato da Terra, pois somos salvos pela graça de Deus por meio da fé no Senhor Jesus Cristo. Além disso, crer de uma ou de outra maneira não interfere na prática cristã. Sendo assim, seja qual for o seu entendimento sobre o formato da Terra, você terá nosso respeito e consideração, pois não nos compete julgar o próximo.

- Por que vocês continuam chamando o messias de Jesus, se este não era o seu nome em aramaico?
Antes de tudo, é importante lembrarmos que há pelo menos sete opiniões diferentes a respeito da pronúncia do nome de Cristo: Yausha, Yashua, Yahushua, Yaohushua, Yeshua, Yehushua, ou Yehoshua. Sendo assim, os que defendem a necessidade da pronúncia correta necessitam primeiro chegar a um consenso de como seria esse nome. Porém, ainda que seja descoberta qual a pronúncia correta, seria isso relevante para a nossa salvação? A resposta está no vídeo entitulado O Verdadeiro Nome de Cristo. Para conferir clique no link abaixo.
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