Qual a posição de vocês sobre um cristão beber vinho, ou outras bebidas de teor alcoólico?
Somos orientados pela palavra de Deus a evitarmos qualquer coisa que possa fazer um irmão pecar, se escandalizar, ou se enfraquecer espiritualmente. Sendo assim, ainda que alguém afirme que consiga beber álcool e não se embriagar, ou que jamais se tornará um alcoólatra, esse mesmo irmão, que certamente se considera forte, não deve pensar em si mesmo, mas naqueles que podem não ter a mesma força de vontade. Não podemos nos esquecer que o parâmetro da nossa conduta em Cristo nunca é a autossatisfação, mas sim o amor que visa a salvação do nosso próximo. Não há nada mais absurdo que um cristão ser egoísta, pensando apenas em si mesmo e na satisfação das suas concupiscências carnais. Portanto, devemos nos abster do vinho, bem como de qualquer outra bebida alcoólica.

Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça. Romanos 14:21

Aconselhamos que se leia todo o capítulo 14 de Romanos para um entendimento correto do que Paulo afirmou no versículo acima. Ele não está dizendo que comer carne, ou beber vinho seja pecado. Porém, se houver o risco de alguém pecar, se escandalizar, ou se enfraquecer por fazermos isso, então melhor é que não o façamos. O pecado está em ignorarmos a consequência de nossos atos. E qual seria a consequência de um cristão beber álcool? Para os que acham que não há qualquer problema nisso, há o risco de estes seguirem pelo mesmo caminho e virem a se tornar alcoólatras. E para os que acham isso um contrassenso, há o risco de estes não fazerem parte da igreja por causa do crente que insiste em beber. Como se vê, não há nada de positivo na bebida alcoólica.

O vinho é escarnecedor, a bebida forte alvoroçadora; e todo aquele que neles errar nunca será sábio. Provérbios 20:1

Assim como no versículo acima, há outras passagens bíblicas que nos advertem a evitarmos o risco da embriaguez, bem como do vício por bebida forte: Provérbios 23:20,29-35; Isaías 5:11-14; 28:7,8; 1Coríntios 6:10,11; Efésios 5:18.

Quanto ao Senhor ter transformado água em vinho, certamente não se tratava de um vinho com alto teor alcoólico. Podemos ter certeza disso por pelo menos quatro motivos. Primeiro, porque as festas de casamento daquela época duravam dias, o que impossibilitava o uso de uma bebida muito forte, a fim de não embriagar os convidados; segundo, se o vinho anterior já tinha acabado, e fosse uma bebida forte, teria dado tempo de todos ficarem embriagados, mas evidentemente isso não aconteceu, indicando que não se tratava de uma bebida com alto teor alcoólico; terceiro, porque o mestre-sala teve condições de considerar que o vinho novo era melhor que o anterior, algo que não poderia avaliar se já estivesse bêbado; e, quarto, se o Senhor tivesse dado mais bebida alcoólica para quem certamente já deveria estar bêbado, isso não seria um bom começo para o seu ministério. Logo, o vinho que estavam bebendo, ou se tratava de suco de uva, ou de um vinho com baixíssimo teor alcoólico. Embora para nós pareça estranho que suco de uva seja chamado de vinho, o fato é que, tanto no hebraico quanto no grego, o termo traduzido para o português como vinho tinha um significado abrangente, começando no suco de uva in natura até chegar ao outro extremo, que seria o suco de uva fermentado. O que indicava ser uma coisa ou outra era somente o contexto.

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