Parábola para esta geração


Por Alan Capriles

Certo rei partiu para uma terra distante e nomeou ministros para cuidarem de seu reino. A princípio, eles foram bem sucedidos. Plantaram boas sementes, vigiaram contra o aparecimento de pragas, ampliaram os limites do reinado, contrataram novos obreiros e os ensinaram como plantar e colher em todo tempo. Faziam tudo de acordo com os estatutos deixados pelo rei.

Mas, com o passar do tempo, novos ministros assumiram a gestão dos antigos. E, a cada nova gestão, cada ministro decretava novidades que não haviam sido ordenadas pelo rei. Como este demorava em retornar, cada ministro ensinava o que lhe favorecia, e já não havia mais unidade entre eles.

Estas notícias chegaram ao rei, que enviou emissários ao seu reinado, a fim de que os ministros, obreiros e todo o povo se arrependesse, voltando a fazer a sua vontade. Os emissários percorreram o reino, tocando trombetas e dizendo: "O rei está voltando!". E os alertaram da terrível punição que sofreriam os desobedientes.

Porém, ao invés de promoverem uma reforma segundo os estatutos do reino, os ministros tiveram outra idéia: convencer ao rei do quanto o amavam, cantando e dançando para ele.

Sendo assim, os ministros convocaram os obreiros para congressos, a fim de proclamar o início de uma nova e chamada santa geração. Uma geração de adoradores, qua agradaria o rei compondo músicas e criando danças para ele, a fim de que sua ira fosse aplacada no seu retorno.

Isto agradou tanto, que os ministros foram exaltados pelo povo, que agora lhes prestigiavam com grandes títulos e honrarias. E lhes davam até seu pouco dinheiro, pois estavam felizes com suas promessas de que todos também seriam líderes.

Os obreiros já não tinham tempo para selecionar as sementes, preparar a terra, proteger os frutos, ou mesmo fazer a colheita. Só tinham tempo para ensaiar músicas e danças, e para participar de congressos, shows e festivais. Todo reino acreditava nos ministros que diziam: "O tempo de cantar chegou! O tempo de dançar chegou!" O reino todo havia se transformado numa grande festa.

Os campos estavam prontos para a ceifa, mas os ministros convenceram os obreiros de que seu trabalho agora era cantar o quanto estavam apaixonados pelo rei e desesperados por sua vinda.

Quanto aos poucos ministros e obreiros que se mantiveram fiéis aos estatutos do rei, estes foram zombados, perseguidos e até apedrejados. Afinal, eles não tinham a nova visão, a tremenda revelação, não faziam parte desta "santa geração".

E o que dirá o rei quando voltar, aos desobedientes, por mais que estes tenham cantado e dançado para ele? "Muito bem, servo bom e fiel" ou dirá "Servo inútil, aparta-te de mim e do meu reino, para as trevas exteriores, onde há choro e ranger de dentes?"

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça...
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"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus."

"Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?"
(Jesus Cristo - Mt 7:21 e Lc 6:46)
Alan Capriles
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