O TENEBROSO MUNDO APÓS 2015

A nova agenda da ONU e sua tirania global


Por Alan Capriles

A agenda global para os próximos 15 anos já está concluída. Todos os 193 Estados-membros da Organização das Nações Unidas, inclusive o Brasil, já deram seu aval para esse acordo histórico e sem precedentes.[1] O novo texto da ONU, que se diz “do povo, pelo povo e para o povo”, (mas sobre o qual você não teve a menor participação), exercerá influência direta em nossas vidas. Ele será sancionado durante a Cúpula de Desenvolvimento Sustentável – evento que ocorrerá nos próximos dias 25 a 27 de Setembro, em Nova York. A ocasião marcará também o aniversário de 70 anos dessa Organização e contará com a presença do Papa Francisco, que discursará para mais de 150 líderes mundiais.[2]

“Transformando Nosso Mundo: A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável” é o título dessa nova agenda global.[3] Ela define 17 objetivos e 169 metas para acabar com a pobreza até 2030 e promover universalmente a prosperidade econômica, o desenvolvimento social e a proteção ambiental. Serão 15 anos, a contar de 1º de Janeiro de 2016, nos quais as nações estarão comprometidas com os termos deste pacto. O texto, que contém 29 páginas, surpreende por sua ousadia, chegando a ser descaradamente utópico. Ele prevê um mundo (o mundo todo!) livre de pobreza, fome, doença e no qual todos irão prosperar num prazo recorde de apenas uma década e meia. Mas a grande questão é: como se alcançar em 15 anos o que a humanidade não alcançou em milênios?

É nesse quesito que o texto me pareceu tenebroso. Ele reconhece a necessidade de soluções integradas para o desenvolvimento sustentável e da adoção de uma nova abordagem para alcança-lo, mas não esclarece que “nova abordagem” seria essa. O que se deixa transparecer, ao longo do texto, é que todos os países trabalharão em parceria, determinados a mobilizar todos os meios necessários para executar esta Agenda. Em outras palavras: custe o que custar.

Parece-me óbvio que o texto sugere, nas entrelinhas, aquilo que a ONU sempre almejou: a nomeação de um líder sobre todas as nações, bem como a unificação mundial da moeda, a exemplo do Euro, que não passou de uma experiência do que está por vir.[4] O propósito desta agenda não é outro, senão respaldar as bases para um futuro, mas iminente, governo global. Sem dúvida, isso será proposto nas próximas assembleias gerais da ONU.

O apelo para que tal governo seja criado é fortíssimo. Além das questões de paz e segurança, que são agravadas pelo crescente terrorismo, temos ainda o risco de um colapso econômico mundial, bem como de um provável e ameaçador caos climático – consequência do aquecimento global. Tudo isso é lembrado repetidas vezes na Agenda da ONU, que ainda promete, com a sua implementação, o fim da pobreza em todas as suas formas e em todos os lugares, garantindo uma vida saudável para todos em todas as idades. Ora, quem não sonha com um mundo assim? Mascarada com essas boas intenções, a ONU tentará convencer os líderes mundiais de que não há outra alternativa, senão a escolha de alguém que conduza a humanidade por esse caminho de paz, saúde e prosperidade.

Mas, para que isso aconteça, será necessário que primeiro ocorra algo ainda mais catastrófico que as duas grandes guerras. Algo ainda mais comovente que as bombas de Hiroshima e Nagasaki. Algo ainda mais espantoso que o 11 de Setembro. Algo que abale o mundo inteiro como a um só homem, promovendo uma unidade de propósito na aceitação de um só governo, de uma só moeda e, até mesmo, de uma só religião.[5] O que ocorrerá? Francamente, não sei.

Mas sei que isso não dará certo. O governo do mundo não pode recair sobre a responsabilidade de um homem, pois não há homem sobre a terra que suporte tamanha provação. Ainda que comece bem, teremos a pior das tiranias como resultado de tamanha loucura. Além do mais, para se alcançar a prosperidade, paz e segurança que a agenda da ONU promete, o controle necessitará ser absoluto e excessivamente rígido. Talvez não seja por acaso que o texto repita que “ninguém será deixado para trás”.

O fato é que um plano global está sendo tramado e todos nós seremos diretamente afetados por ele. Não se trata de mais uma teoria da conspiração, mas de algo muito bem documentado, que está às portas e que você mesmo poderá conferir.[6]

Sendo assim, o que podemos fazer? Sugiro que, urgentemente, você faça a leitura reflexiva de outros textos, muito mais antigos e de inestimável valor. Textos que não somente predisseram tudo quanto agora testemunhamos ocorrer, mas que também nos orientam a respeito de como agir nesses últimos dias. Sim, faço menção à Bíblia![7] E aqueles que se incomodam por eu mencioná-la, apenas confirmam a descrição profética do desprezo para com Deus e sua Palavra nesse tenebroso tempo do fim.

Notas

[1] Confira esta notícia no site da ONU, clicando aqui.

[2] Francisco é o quarto papa que discursa perante a ONU, depois de Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI.

[3] O texto completo da Agenda da ONU já está disponível em inglês. Para conferir diretamente sua tradução, clique aqui.

[4] A ONU jamais escondeu sua intenção de pacificar as nações através de um líder mundial soberano. A ideia encontrou apoio no papa Paulo VI, o qual, em 1965 declarou em seu discurso à ONU: “Vós sois uma rede de relações entre os povos. Estaríamos tentados a dizer que a vossa característica reflete de certa maneira na ordem temporal o que a nossa Igreja católica quer ser na ordem espiritual: única e universal. [...]Quem não vê a necessidade de chegar assim progressivamente a instaurar uma autoridade mundial capaz de poder agir eficazmente no plano jurídico e político?” Confira esse discurso completo clicando aqui.

[5] A expressão Mãe Terra faz parte do texto, que a sugere por ser “uma expressão comum em grande número de países e regiões” (§59). A ONU sanciona uma iniciativa de unificação religiosa, chamada URI (United Religions Initiative) a qual encontra apoio no Papa Francisco e no ex-presidente de Israel, Shimon Peres, que, em visita ao vaticano em 2014, propôs a criação da ONU das religiões: "A Organização das Nações Unidas teve seu tempo e, agora, o que vejo é uma ONU das religiões, uma Organização das Religiões Unidas", disse Peres, que completou: "Seria a melhor maneira para acabar com o terrorismo que mata em nome da fé, já que a maioria das pessoas pratica suas religiões sem matar ninguém". Fonte: Revista Exame.

[6] Todas as referências à Agenda da ONU podem ser conferidas em seu próprio texto e encontram-se precisamente nos seguintes locais, que merecem maior atenção: página 2, preâmbulo; página 3, parágrafo 1 a 7; pág. 4, §13; pág. 5, §18; pág. 6, §21 e 26; pág.8, §34 e 39; pág.10, §48 e §50 a 52; pág.11, §59; pág. 12, todas as metas; pág.18, meta 10,2 e 10,4 a 10,6; pág.21, meta 16,4 e 16,9; pág.22, meta 17,6 e 17,10; pág. 24, §60; pág. 25, §70 e 71; pág. 27, §72 e 73; pág.29; §87.

[7] Referências bíblicas que você não pode deixar de conferir: Mateus 24:9-14; Lucas 21:25-36; 1 Tessalonicenses 5:3; 2 Tessalonicenses 2:1-4; Apocalipse 13:16-18; 14:9-13; 16:2.
Alan Capriles
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