O JEJUM BÍBLICO


Texto Básico: Mateus 6.16-18

Introdução

Jesus abordou esse tema no sermão do monte. A partir do capítulo 5 nós vemos que Ele começa a ensinar seus discípulos sobre vários assuntos, tais como as bem-aventuranças, a responsabilidade de sermos sal da terra e luz do mundo, o adultério espiritual e não somente físico, o divórcio, os juramentos, o amor aos inimigos e as praticas da justiça que são esmolas, oração e jejum.

É interessante notar que a prática do amor ao próximo e a oração vem antes do jejum na sequência de seus ensinos. Isso nos revela que o jejum bíblico tem que ser acompanhado de oração e de disposição correta para com nosso semelhante. Jejum sem oração não passa de dieta para emagrecer. É possível orar sem jejuar, mas não é possível jejuar deixando de orar. É possível ainda orar e jejuar com propósitos errados como foi o caso do fariseu de Lucas 18.9-14. Mas, o jejum bíblico sempre vem acompanhado de muita oração, humilhação e confissão de pecados. Jerry Falwell nos lembra que "jejuar envolve também orar, arrepender-se e fazer uma sondagem no coração".

John Piper define jejum como fome de Deus. De acordo com ele, o maior inimigo da fome de Deus não é o veneno mortífero, mas uma torta de maçã. Os maiores adversários do amor de Deus não são seus inimigos, mas seus dons. E os mais mortíferos apetites não são pelos venenos do mal, mas pelos simples prazeres da terra. O jejum revela o grau de domínio que o alimento tem sobre nós. O jejum cristão é um teste para conhecermos qual é o desejo que nos controla.

O jejum não é uma prática exclusiva do povo de Deus. Não são somente os cristãos que jejuam.

Os muçulmanos jejuam durante o dia de Ramada em comemoração a fuga de Maomé de Medina para Meca. Eles jejum durante os 30 dias do mês dessa comemoração. À noite eles se alimentam para no próximo dia continuar seu jejum "sagrado". O Jejum é tão importante para um muçulmano que faz parte do 4º pináculo de sua fé.

Os satanistas também jejuam, mas não a Deus e sim a Satanás, com o objetivo de destruir a igreja do Deus vivo. Os adeptos do vodu na África do Sul fazem cerimônias de purificação que duram 14 dias. Eles não comem nada nesse período. Após essa "consagração", eles são possuídos por espíritos malignos, e são capacitados pelo diabo a andarem em cima das brasas com temperatura acima de 800 C. Enquanto a fogueira é preparada, animais são sacrificados à deusa do sangue. Com um instrumento de corte cego, na forma de facão, eles decepam a cabeça de um bode. Tudo isso em consequência de se jejuar à Satanás.

Os mórmons jejuam um domingo por mês. Nessas ocasiões eles não comem nem bebem por duas refeições consecutivas, completando assim vinte e quatro horas de jejum. Quando jantam no sábado, não comem e nem bebem até o jantar de domingo à noite. Eles ainda vão além do jejum, dando ofertas para os pobres de tudo que economizaram dos jejuns. Apesar disso, os mórmons são totalmente alheios ao Deus da Bíblia. Nessa seita a Bíblia não é a única regra de fé e prática. O livro de Mórmon, Doutrinas e Convênios e Pérola de Grande valor são para eles inspirados da mesma maneira que a Bíblia Sagrada.

Infelizmente não são poucos dentro das igrejas chamadas evangélicas que menosprezam a prática do jejum. Muitos hoje estão até na televisão e rádios cristãs, desdenhando tanto da prática bíblica do jejum, como dos que o praticam.

Não conhecemos todos os mistérios que envolvem a prática do jejum, mas uma coisa é certa: quando um homem se dispõe a buscar a Deus com oração e jejum, ele o encontra. Outra coisa também é certa: quando alguém está em caminhos tortuosos, em seitas ou falsa religiões e jejua, ele encontra poderes satânicos e pensa que é o poder de Deus.

O Jejum quando é praticado dentro de ensinos heréticos, produz poder satânico para o mal. Saul perdeu a unção de Deus. Em uma hora de dificuldades ele buscou a face do Senhor, mas Deus não lhe respondeu. Em seu desespero ele vai a En-Dor se consultar com uma médium espírita. Ele não havia se alimentado àquele dia e foi enganado por Satanás, acreditando que quem lhe apareceu na seção foi o profeta de Deus chamado Samuel. Uma pessoa em pecado, ao jejuar, pode ver demônios e pensar que são anjos. Um rebelde, que não quer compromisso com Deus, ao jejuar pode ter experiências sobrenaturais, mas que não provém de Deus, e sim de Satanás.

O jejum quando é praticado dentro de uma fé genuína e cristã, gera poder espiritual para salvar e edificar vidas.

"Acredito que o meio pala qual se obtém, principalmente poder em oração, é jejuar e orar. Quando começamos a jejuar, temos que assumir a atitude mental correta. Não devemos ver o jejum como autopunição, apesar de que a princípio, nosso corpo possa reclamar. O jejum deve ser encarado como uma maravilhosa oportunidade de nos aproximarmos mais de nosso Senhor e mantermos íntima comunhão com ele, sem a preocupação de nos alimentarmos. Devemos ver o jejum também como um meio pelo qual nossa oração se torna mais objetiva". Paul Yonggi Cho

Uma irmã em Cristo chamada Dabney era uma crente humilde que se dedica a orar. Seu marido, pastor de uma grande igreja, foi chamado para iniciar uma obra em um subúrbio habitado por pobres. No primeiro culto não havia nenhum ouvinte: somente ele e ela assistiram. Ficaram desenganados. Era um campo dificílimo: o povo não era somente pobre, mas depravado também. A irmão Dabney viu que não havia esperança a não ser clamar ao Senhor, e resolveu dedicar-se persistentemente à oração. Fez um voto a Deus que, se Ele atraísse os pecadores aos cultos e os salvasse, ela se entregaria à oração e jejuaria três dias e três noites, no templo, todas as semanas, durante um período de três anos. Logo que essa esposa de um pastor angustiado começou a orar, sozinha, no salão de cultos, Deus começou a operar, enviando pecadores, a ponto de o salão ficar superlotado de ouvintes. Seu marido pediu que orasse ao Senhor e pedisse um salão maior. Deus moveu o coração de um comerciante para desocupar o prédio fronteiro ao salão, cedendo-o para os cultos. Continuou a orar e a jejuar três vezes por semana, e aconteceu que o salão maior também não comportava os auditórios. Seu marido rogou-lhe novamente que orasse e pedisse um edifício onde todos quantos desejassem assistir aos cultos pudessem entrar. Ela orou e Deus lhes deu um grande templo situado na rua principal desse subúrbio. No novo templo, também a assistência aumentou a ponto de muitos dos ouvintes serem obrigados a assistir às pregações de pé, na rua. Muitos foram libertos do pecado e batizados.

Respondendo algumas questões:

1) O que é jejum?

Segundo o dicionário Aurélio, jejum é abstinência total ou parcial de alimentação em certos dias, por penitência ou prescrição médica ou religiosa. O pastor David Yonggi Cho define o jejum como “a abstinência voluntária e deliberada de alimentos com o objetivo de se dedicar à oração".

2) A Bíblia nos ordena a jejuar?

Não. O jejum é algo que fazemos voluntariamente à convite do Espírito Santo. Jesus disse "Quando Jejuardes..." O jejum nasce da saudade de Deus. Nós somos convidados pelo próprio Deus a estar buscando mais a sua face. Todos os cristãos verdadeiros recebem esse convite do Espírito Santo, mas nem todos aceitam esse convite. É como os convites que constantemente recebemos para aniversários e casamentos. Muitas vezes recebemos o convite, mas não vamos à festa.

3) Existe recompensa no ato de jejuar?

Todos gostam de ter uma recompensa! Sendo o jejum acompanhado de oração e feito com propósitos corretos, existe recompensa sim em jejuar. Tudo que fazemos com o objetivo de nos consagrarmos mais ao Senhor, tem sua recompensa. Somos recompensados ao dar esmolas (Mt 6.4), ao orarmos (Mt 6.6) e também ao jejuarmos (Mt 6.18). Até em dar um copo de água gelada a um dos pequeninos de Jesus, temos recompensa (Mt 25.23). A Bíblia diz em 1 Corintios 15.58; "Portanto meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que no Senhor, o vosso trabalho não é vão".

4) Quais os tipos de jejum?

Basicamente, existem três tipos de jejum.
O primeiro é o sobrenatural, como o feito por Moisés (Êx 34.27,28). Ele ficou por quarenta dias e quarenta noites sem comer e sem beber. Humanamente, esse tipo de jejum é impossível. O máximo que o corpo humano consegue ficar sem água é três dias.
O segundo tipo de jejum é o jejum total. Apesar do nome, esse tipo de jejum inclui o beber água. Provavelmente Jesus tenha feito esse tipo de jejum. A Bíblia nos diz que depois de quarenta dias de jejum teve fome, mas não diz que teve sede (Mt 4.2), o que pode significar que ele tenha levado água consigo, ou que tivesse onde bebê-la. O terceiro tipo de jejum é o parcial, quando a pessoa substitui a alimentação. Muitos deduzem esse jejum de Daniel que disse não ter se alimentado de manjar desejável (Dn 10.3). Esse tipo de jejum é recomendado a pessoas que sofrem com algum tipo de enfermidade, não podendo ficar sem alimento algum em seu organismo. Nesses momentos de consagração, a pessoa pode tomar sucos, comer legumes, e outros alimentos leves.

5) Como devo jejuar?

Jesus nos responde em Mateus 6.16-18, texto que lemos no início. Não procure ter aparência de piedade quando estiver jejuando, seja piedoso em todos os momentos de sua vida. Não divulgue sua espiritualidade. Muitos gostam que todos saibam que ele está jejuando, pois o que busca é o elogio dos outros. Não jejue a fim de aparecer, mas jejue para humilhar-se diante de Deus. Na Bíblia, o jejum é frequentemente associado ao arrependimento (1 Rs 21.27; Sl 35.13). O jejum pode capacitar você a sentir o vazio de seu coração, sua insuficiência, sua necessidade de Deus. "Deus... dá graça aos humildes" (Tg 4.6). O jejum é um meio de você humilhar-se sob a mão poderosa de Deus (1 Pe 5.6). Jejue para buscar melhor o rosto de Deus. Você deve amar a Deus como todo o seu ser: seu coração, sua alma, seu entendimento e sua força (Mc 12.30,33). "Buscar-me-ei, e me achareis, quando me buscares de todo o vosso coração" (Jr 29.13). O jejum é um meio sagrado de buscar a Deus de todo o coração. Cristo nos ensinou que, a fim de receber respostas dos céus, devemos "pedir... buscar... bater" (Mt 7.7). Cada palavra indica um nível maior de intensidade. O jejum também indica um desejo intenso de buscar a Deus. Jejue também como uma disciplina santa da sua alma. John Wesley ensinava que podemos buscar a face de Deus através da oração e jejum. Ele deu tanta ênfase ao uso de um método em nosso andar com Deus que os primeiros seguidores de Wesley foram chamados de "Metodistas". Um discípulo de Jesus é um seguidor disciplinado. Hábitos regulares de oração e jejum são uma parte natural da vida espiritual daqueles que o seguem. Eles fornecem um método regular para achegar-se a Deus, examinando-se a si mesmo diante de Deus e entrando mais plenamente na vida de intercessão. O jejum, quando praticado com a atitude correta, é um modo precioso de tomar a sua cruz e seguir Jesus (Mt 16.24).

6) Como não devo jejuar?

Não jejue para obter bênçãos de Deus, mas sim para ser uma bênção nas mãos de Deus. O jejum não deve ser uma ferramenta que alimente o egoísmo e a soberba. Pode haver um perigo oculto em pensar que se você orar bastante, Deus irá com certeza responder, ou se jejuar bastante, Deus dará ouvidos à sua oração. O ouvido de Deus é sempre gracioso. Você jamais poderá obter a salvação de outrem, a benção de Deus sobre o seu trabalho, ou o reavivamento na igreja, através de esforço próprio. Essas coisas não podem ser obtidas mediante atos rituais ou atividades frenéticas; elas são dons da graça e misericórdia divinas.

Não jejue como substituto para a obediência. Isaías 58.1-11 apresenta claramente a exortação de Deus a seu povo que estava jejuando como um meio de suborna-lo. Em lugar disso, eles foram aconselhados a deixar de brigar, a corrigir a injustiça, a ajudar os pobres e necessitados, e a carregar os fardos de outros se quisessem que Deus respondesse quando orassem e jejuassem. "Jejuando assim como hoje não se fará ouvir a vossa voz no alto" (v.4).

Não jejue sem arrependimento e conserto. Se o Espírito Santo convencê-lo de algum pecado, esse pecado irá bloquear sua oração até que você o corrija. Se tiver que perdoar alguém, perdoe. Se precisar pedir perdão a alguém, peça. O seu jejum não irá subornar Deus para esquecer sua desobediência.

Não jejue para impressionar outros. A mensagem de Zacarias a Israel repetiu a de Isaías: o jejum não produz automaticamente a benção de Deus, e a injustiça e falta de misericórdia e compaixão podem invalidar o jejum. Os filhos de Israel vinham observando essa prática mais para impressionar os homens e a Deus, do que como meio de ver a Deus.

Não permita que o jejum se transforme em simples formalidade. Do mesmo modo que o batismo, a observância da Ceia do senhor, a leitura bíblica, ou a oferta podem transformar-se em rituais vazios para muitos cristãos, a oração e o jejum também se tornam as vezes meramente formais. Qualquer meio de graça pode degenerar num fim em si mesmo. O remédio não é interromper a pratica, mas fazer tudo com amor profundo e dedicação ao Senhor.

Não jejua como uma forma de legalismo. Qualquer prática ensinada pela Bíblia pode tornar-se escravidão legalista. Você pode ficar escravo do período de tempo que passa em oração, pela quantia em dinheiro que dá para a causa de Deus, ou até pela sua freqüência aos serviços da igreja. A resposta não está em interromper a prática, mas em amar tanto o Senhor que desejará usar todos os meios possíveis para se aproximar mais Dele. Importante lembrar que a autodisciplina não é legalismo. A autodisciplina pode ajuda-lo a estabelecer momentos específicos de oração, um mínimo de tempo aproximado gasto em oração, o uso de lista de oração e períodos para acrescentar o jejum à sua prática de oração. Se você ora apenas quando sente disposição, ou jejua quando tem vontade, ficará espiritualmente fraco e deixará de testemunhar grandes bênçãos que resultam de uma vida mais íntima com Deus por meio da oração e do jejum.

Alguns exemplos bíblicos de jejum que deram resultado:

a) Moisés subiu o monte Sinai e lá ficou por 40 dias em oração e jejum. Esse tipo de jejum é chamado de sobrenatural, pois humanamente é impossível ser praticado. Quando desceu, seu rosto refletia a glória de Deus. Ele teve experiências marcantes com o Senhor após aquela ocasião. Ele viu a glória de Deus como poucos. Os milagres passaram a ser diários. O ministério se tornou mais dinâmico.

b) Ana ia todos os anos ao templo para orar e pedir a Deus um filho. Sua angustia era tanta que nem sequer alimentava-se. Em 1 Sm 1.7 está escrito: "Assim o fazia ele de ano em ano. E todas as vezes que Ana subia à casa do senhor, a outra a irritava, pelo que chorava e não comia". Mas Deus ouviu suas orações e lhe deu um filho que foi ao mesmo tempo Profeta, Sacerdote e Juiz. Samuel é o seu nome. E mais, Deus lhe acrescentou outros cinco filhos!

c) Josafá, rei de Judá, estava passando por momentos difíceis. Duas nações se juntaram para destruir seu reino, os amonitas e moabitas. Em 2 Cronicas 20.3,4 vemos a atitude do rei Josafá: "Temeu Josafá, e põs-se a buscar o Senhor, e apregoou jejum em todo o Judá. Judá se ajuntou para pedir socorro ao Senhor; também de todas as cidades de Judá o povo veio para buscar ao Senhor". Como resultado, o Espírito Santo veio sobre a congregação e usou um homem chamado Jaaziel que disse: "Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão. Pois a peleja não é vossa, mas de Deus. Nesta batalha não tereis de pelejar. Parai, estai em pé, e vede a salvação do Senhor para convosco, ó Judá e Jerusalém. Não temais, nem vos assusteis. Amanha saí-lhes ao encontro, e o Senhor será convosco". A batalha foi vencida, por que o povo tomou uma atitude de buscar a Deus com mais fervor.

d) Esdras apregoou um jejum para pedir a Deus uma boa viagem até a terra de Israel. Ele se encontrava na Babilônia e a viagem seria longa e perigosa. Esdras 8.21 diz: "Então apregoei um jejum junto ao rio Aava, para nos humilharmos diante da face de nosso Deus, a fim de lhe pedirmos jornada segura para nós e para nossos filhos, e para todas as nossas posses". Em Esdras 8.31,32 vemos a recompensa de se buscar ao Senhor em jejum: "Partimos do rio Aava no dia doze do primeiro mês, a fim de irmos para Jerusalém. A boa mão do nosso Deus estava sobre nós, e ele nos livrou dos inimigos, e dos que nos armavam ciladas pelo caminho. Assim, chegamos a Jerusalém, onde repousamos três dias". Eles chegaram são e salvos.

e) Na época da rainha Ester, o povo de Israel estava ameaçado de extinção nacional. Hamã havia planejado destruir todos os israelitas em determinada dada. Mordecai mandou um recado para Ester para que ela tomasse alguma atitude. Vejamos o que ela fez. "Então mandou Ester que tornassem a dizer a Mordecai: Vai, ajunta todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim. Não comais, nem bebais durante três dias, nem de dia e nem de noite, e eu e as minhas moças também assim jejuaremos. Depois irei ter com o rei, ainda que seja contra a lei. E se perecer, pereci". (Ester 4.15,16) O resultado desse jejum nacional foi extraordinário: Ester teve acesso à presença do rei sem ser morta, os planos de Hamã foram revelados, a forca que Hamã havia feito para Mordecai foi usada para a sua própria morte e o povo de Israel não foi destruído.

f) Jonas foi convocado por Deus para proclamar a destruição de Nínive, a capital do império Assírio. Sua mensagem foi: "Em 40 dias Deus vai destruir a cidade". O Livro de Jonas 3.5 nos diz que "os ninivitas creram em Deus, proclamaram um jejum, e vestiram-se de pano de saco, desde o maior até o menor". Eles levaram o jejum tão a sério que até seus animais tiveram que jejuar! O resultado de tamanha fé não poderia ser outro: "Quando Deus viu as obras deles, e como se converteram do seu mau caminho, Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria, e não fez". (Jonas 3:10)

Essas intervenções divinas decorrentes do jejum ocorreram também no Novo Testamento:

g) Ana era uma viúva de 85 anos, que vivia no templo servindo a Deus em jejuns e orações, de noite e de dia (Lc 2.37). A recompensa dessa consagração foi que ela viu com os próprios olhos o filho de Deus, e até o pegou no colo.

h) O Senhor Jesus deu início ao seu ministério sendo levado para o deserto para ser tentado pelo diabo e lá ficou por 40 dias em jejum. Qual foi o resultado? "Tendo o diabo acabado toda a tentação, ausentou-se dele até momento oportuno. Então, pelo poder do Espírito Santo, voltou Jesus para a Galiléia, e sua fama correu por todas as regiões circunvizinhas.” (Lucas 4.13,14) O ministério de nosso Senhor, nós conhecemos muito bem: “Jesus andou por toda a parte fazendo o bem e libertando a todos os oprimidos do diabo” (At 10.38). Curou os enfermos, alimentou os famintos, deu vista aos cegos, aprumou os paralíticos, fez andar os coxos, deu audição aos surdos, purificou os leprosos, libertou os possessos e ressuscitou os mortos.

i) O apóstolo Paulo, logo ao se converter, ficou por três dias em oração e Jejum (Atos 9.9) Seu ministério foi o mais frutífero de todos os tempos. Sua primeira viagem missionária se deu como resultado de muita oração e jejum. Em Atos 13.2,3 lemos que: "Servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: ‘Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra que os tenho chamado.’ Então, depois de jejuarem e orarem puseram sobre eles as mãos, e os despediram". Quando o homem se humilha com jejum e oração, seus ouvidos espirituais ficam mais aguçados. Ele não somente ouve melhor a voz do Espírito Santo, como é por ele também direcionado. O resultado disso foi que multidões foram convertidas. Toda a Europa e Ásia receberam a Palavra de Deus. Várias epístolas foram escritas nessas viagens e o plano de Deus se cumpriu na vida de Paulo. Nós somos o resultado dessas primeiras viagens missionárias.

Alguns exemplos de jejum na história da Igreja

a) Nos dias que precederam a reforma protestante, Martinho Lutero vivia em constante oração e jejum. Certa vez, ao fazer um comentário sobre o salmo 23, ele ficou por três dias trancado em seu quarto, comendo somente pão e sal. Sua esposa contratou uma pessoa para arrombar a porta, e lá estava Lutero mergulhado em suas meditações.

b) Jonathan Edwards ficou por três dias em oração e jejum para que Deus intervisse na sua Igreja que era mundana. O sermão pregado naquela noite não foi sobre o amor de Deus, mas sim sobre a ira divina. A mensagem ficou na história. O tema foi "Pecadores nas mãos de um Deus irado". O resultado imediato foi que 500 pessoas se converteram. Durante a madrugada podia se ouvir o choro de muitos em arrependimento por seus pecados.

c) John Wesley, depois de voltar da Geórgia decepcionada pela falta de frutos em seu ministério, passou a reunir-se na Faculdade de Oxford com Charles Wesley e George Whitefield. O propósito desses jovens era consagração total a Deus. Passaram a acordar mais cedo para orar, programaram algumas vigílias e passaram a jejuar todas as quartas e sextas. O resultado dessa consagração foi que John Wesley pregou por mais de 50 anos, ganhou para Cristo milhares e milhares de almas. Seu irmão, Charles Wesley escreveu muitos hinos a Deus e tornou-se o maior escritor de hinos da toda a história. George Whitefield era um pregador por excelência e não havia prédio onde coubesse a audiência, sendo necessário armar seu púlpito nos campos, fora das cidades. Atravessou treze vezes o Atlântico para pregar nos Estados Unidos.

c) O que falar de João Calvino e João Knox que passavam períodos longos buscando a Deus com oração e jejum? Davi Branner, Charles Finney, D.L Moody, Spurgeon, todos foram homens de oração e jejum.

d) O pastor Jerry Falwell disse com razão que a oração e o jejum geram poder espiritual. O reverendo Gordon Lindsay em seu livro "Oração e Jejum, a chave mestra para a vitória" asseverou também que jejuar modifica a regra, disciplina a alma e, na sua abstinência do mundo, as portas do paraíso são abertas. O reverendo Hernandes Dias Lopes diz que quando se está jejuando, sentimos que fizemos a última coisa. É um clamor a Deus pelo sobrenatural.

Vale a pena buscar a Deus em oração e jejum! Vale a pena pagar o preço da consagração! Nada acontece por acaso. Vidas precisam ser alcançadas pelo evangelho. Somente pessoas cheias do Espírito Santo poderão ser verdadeiras testemunhas de nosso Senhor Jesus Cristo.

Frases célebres sobre o jejum

“Jejum significa fome de Deus.”
- Jonh Piper

“O jejum é uma abstenção voluntária e deliberada de alimentos, com o objetivo de se dedicar à oração. De um modo geral, no jejum nos abstemos apenas dos alimentos sólidos, mas em algumas ocasiões, nos abstemos de água também, por curto período de tempo.”
- David Yonggi Cho

“Estou convencido de que a maneira de sermos libertos de um pecado que nos assedia insistentemente é praticarmos o jejum.”
- Jerry Falwell

“Jejuar modifica a regra, disciplina a alma, e, na sua abstinência do mundo, as portas do paraíso são abertas.”
- Gordon Lindsay

“Nossas temporadas de oração e jejum no tabernáculo têm sido, na verdade, dias de elevação; nunca a porta do céu esteve mais aberta; nunca os nossos corações estiveram mais próximos da glória.”
- C.H Spurgeon

“A oração e o jejum geram poder espiritual.”
- Jerry Falwell

“Através do jejum e a oração o crente se torna mais sensível espiritualmente em relação a Deus e passa a ter mais poder para combater as forças de Satanás.”
- David Yonggi Cho

“Jejum tem o propósito de dirigir o homem do natural para o espiritual. Serve para estimular as faculdades espirituais daqueles que buscam a Deus. Para fortalecer e implementar a oração. Para dar a confiança necessária para expulsar demônios.”
- Gordon Lindsay

“Temos jejuado? Aqueles que aspiram a uma vida mais profunda com Deus não podem prescindir do jejum. Os homens que andaram com o Senhor e triunfaram sobre o poder do inferno, foram pessoas de oração e jejum.”
- Hernandes Dias Lopes

“Se desejamos pregar com poder, o jejum não pode ser esquecido em nossa vida devocional.”
- Erroll Hulse

“Jejuar é a chave mestra pela qual o impossível torna-se possível. Porém humildade, arrependimento e sinceridade de coração são a chave para o jejum reconhecido por Deus.”
- Gordon Lindsay

“O Jejum revela o grau de domínio que o alimento tem sobre nós.”
- John Piper

“Quem jejua está dizendo implicitamente que a volta para Deus é mais importante e mais urgente que o sustento do corpo. O jejum é um instrumento de mudança, não em Deus, mas em nós. Leva-nos ao quebrantamento e a humilhação e a ter mais gosto pelo pão do céu, do que pelo pão da terra. Jejum não é greve de fome, regime para emagrecer ou ascetismo. Também não é meritório. Ele sempre se concentra em finalidades espirituais.”
- Hernandes Dias Lopes

“Muitas pessoas clamam a Deus quando se encontram em apuros. Mas quando estão prontos a jejuar até encontrarem a resposta, mostram que estão levando a sério os seus pedidos.”
- Gordon Lindsay

“Jejum, no sentido bíblico, é decidir não comer porque sua fome espiritual é tão profunda, sua determinação em interceder tão intensa, ou sua luta espiritual tão exigente que você abandona temporariamente até mesmo as necessidades carnais para decidir-se à oração e meditação.”
- Wesley Duewel

“Mais do que outra disciplina, o jejum revela as coisas que nos controlam. O jejum é um maravilhoso beneficio para o verdadeiro discípulo que deseja ser transformado na imagem de Jesus Cristo. Muitas vezes nos encobrimos o que esta dentro de nos com comida e bebida.”
- Richard Foster

“O jejum não pode ser entendido apenas como abstinência de alimento e bebida, mas de qualquer coisa que é legitima em si mesma por amor de algum propósito espiritual.”
- Martyn Lloyd-Jones

“Quem jejua tem mais pressa de desfrutar da intimidade com Deus do que se alimentar. Quem jejua tem mais fome do pão do céu do que do pão da terra. Quem jejua tem mais saudade do pai do que de suas bênçãos.”
- Hernandes Dias Lopes

“O Jejum deve levar-nos à tarefa de ganhar almas, de contribuir sacrificialmente, ou a qualquer outra forma de serviço a Deus.”
- Jerry Falwell

“O homem que nunca jejua está tão distante do céu quanto o que nunca ora.”
- John Wesley

“Se você disser que vai jejuar quando Deus o fizer sentir essa necessidade, jamais jejuará.”
- D.L Moody

“Você ficará mais pobre espiritualmente e a sua vida de oração jamais será aquilo que Deus quer até que pratique o privilégio de jejuar.”
- Wesley Duewel

“Se nós desejamos pregar com poder, o jejum não pode ser esquecido em nossa vida devocional.”
- Errol Hulse
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Escrito e compilado por Alexandro Salles.

Bibliografia

BOYER, O.S. Heróis da fé. CPAD.
LINDSAY, GORDON. Satanás e o reino das trevas. Atos.2002
LINDSAY, GORDON. Oração e Jejum, a chave mestra para o impossível. Graça editorial. 1997
LIÇÕES BÍBLICAS. Heresias e Modismos. CPAD.2006.
DUEWEL, WESLEY L. Toque o mundo através da oração. Candeia.1986
LOPES, HERNANDES DIAS. Piedade e paixão. Candeia. 2003

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