O DOGMA DE MARIA


O que o Novo Testamento nos diz sobre a mãe de Jesus

Que posição Maria deve ocupar na teologia cristã? Mãe de Deus? Mediadora? Intercessora? A fim de se esclarecer essa questão, examinaremos o que o Novo Testamento nos diz a respeito de Maria e o que foi acrescentado ao longo dos séculos pela tradição católica.

O QUE A BÍBLIA NÃO AFIRMA SOBRE MARIA
Segundo o Novo Testamento...

Maria não é mencionada como a mãe de Deus

A Bíblia não menciona Maria como mãe de Deus em parte alguma. Essa frase teve origem no Concílio de Éfeso, em 431 d.C. Não é de se admirar que tenha sido em Éfeso, principal cidade onde se adorava a deusa Diana, chamada de "A Grande Mãe". O apóstolo Paulo foi perseguido por pregar contra esta falsa divindade (Atos 19:24-29). Mas há uma razão óbvia para que Bíblia não diga que Maria seja a mãe de Deus. Para que Maria fosse mãe de Deus, ela teria que haver existido antes do próprio Deus. Nesse caso, Deus não seria eterno, portanto deixaria de ser Deus. No entanto, Maria foi a mãe de Jesus. Não estamos negando que Deus tenha se manifestado na pessoa de Jesus, mas afirmando que no ventre de Maria formou-se apenas a carne onde o Espírito de Deus seria revelado como homem. Isso não faz de Maria a mãe de Deus, mas apenas a mãe do homem Jesus.

Maria não é imaculada
A Bíblia não diz que Maria é imaculada, ou seja, que tenha nascido e vivido sem pecado algum. Este dogma, da imaculada conceição, foi inventado pela igreja católica, sendo promulgado pelo Papa Pio IX em 8 de Dezembro de 1854.
No entanto, a Bíblia assevera que todos pecaram (Romanos 3:23) e precisam de salvação, pois o pecado é herdado por todas as gerações (Romanos 5:12). Sendo assim, todos que nasceram da semente humana são concebidos em pecado (Salmos 51:5), inclusive Maria. Se Maria fosse imaculada ela não teria reconhecido que necessitava de um salvador (Lucas 1:46,47). Se ela fosse imaculada não precisaria ter oferecido um sacrifício pelo pecado (Lucas 2:22-24 cf. Levítico 12:6-8).

Maria não é mediadora entre Deus e os homens
Em parte alguma a Bíblia declara o absurdo de Maria ser mediadora entre Deus e os homens. As Escrituras enfatizam claramente que só Jesus Cristo é mediador e intercessor. Não há espaço para Maria em textos tão evidentes como estes:

"Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem," (1 Timóteo 2:5)

"É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós." (Romanos 8:34)

"Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro." (1 João 2:1-2)

O próprio Senhor Jesus disse: "Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim." (João 14:6) Ele não disse "senão por mim e Maria".

Maria não é co-redentora
A Bíblia não diz que Deus precisou de Maria para redimir a humanidade de seus pecados. A cruz não foi uma decisão de Maria, mas do próprio Jesus, em obediência ao Pai (Mateus 26:53)
Aliás, Maria não compreendia claramente a missão de Cristo. Ela tentou impedi-lo de prosseguir, pensando que Jesus estivesse fora de si (Marcos 3:20,21,31-35). Pedro, referindo-se ao Senhor Jesus, foi bem claro, afirmando que “não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos." (Atos 4:12) Ora, se não há salvação em nenhum outro, a não ser em Jesus, logo, não há salvação em Maria.

Maria não permaneceu virgem após o nascimento de Jesus
Em diversas passagens os evangelhos apontam que Maria teve outros filhos após o nascimento de Jesus, o que não diminui em nada seu valor, pois não há nada de errado nisso.

"Despertado José do sono, fez como lhe ordenara o anjo do Senhor e recebeu sua mulher. Contudo, não a conheceu, enquanto ela não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus." (Mateus 1:24-25)
Está implícito no texto que José "conheceu" Maria como mulher após o nascimento de Cristo. Neste contexto, o verbo conhecer tem conotação de relacionamento sexual. Compare com Gênesis 4:1. José e Maria eram marido e mulher. Deus abençoou o sexo no casamento (Gn 1:28; 2:24; Hebreus 13:4). A Bíblia não autoriza que um casal viva sem relação sexual (1Coríntios 7:5). Cremos que Maria e José também foram obedientes a Deus.

"Estando eles ali, aconteceu completarem-se-lhe os dias, e ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria." (Lucas 2:6-7)
O texto é claro: Maria deu à luz o seu filho primogênito. Ou seja, o primeiro de uma série. Se Jesus não tivesse tido irmãos, a Bíblia diria: e ela deu à luz o seu filho único.

"Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E não vivem aqui entre nós suas irmãs? E escandalizavam-se nele." (Marcos 6:3) Maria não pecou por ter outros filhos. Mas alguns intérpretes católicos tentam argumentar que os irmãos de Jesus eram apenas seus primos. Ora, a palavra grega para descrever primo é anepsios. Mas, nesse texto, assim como nas demais referências, a palavra é adelphos, que significa irmão. Confira: Mateus 13:54-56; Marcos 3:31-32; Atos 1:14.

Maria não subiu ao céu
A Bíblia diz que Cristo foi elevado às alturas, após a sua ressurreição (Marcos 16:19; Lucas 24:51; Atos 1:9) mas não diz o mesmo em relação a Maria. O equívoco da assunção de Maria foi inventada em 1º de Novembro de 1950, pelo papa Pio XII, que era chamado de papa mariano. Segundo ele, Maria não estaria no paraíso com os demais justos, mas teria ressuscitado ao terceiro dia e seu corpo fora elevado ao céu, indo assentar-se à direita de Jesus. De onde o papa tirou isto? Não foi da Bíblia.

O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE MARIA
Segundo o Novo Testamento...

Maria concebeu virgem, pelo Espírito Santo

"Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo." (Mateus 1:18)

Maria foi agraciada por Deus
Deus não chama pessoas especiais, mas o chamado de Deus é que as torna especiais. O anjo Gabriel afirmou que Maria foi escolhida por graça, não por merecimento (Lucas 1:28-30). Graça é um favor imerecido.

Maria foi uma fiel serva de Deus
Quando o anjo anunciou que Maria conceberia do Espírito Santo, ele não deu a ela uma opção de escolha. Alguns pensam que se ela tivesse rejeitado o plano de Deus, então Gabriel teria que continuar procurando. Deus é soberano e infalível. Maria, sabendo disto, declarou ao anjo: "Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra."

Maria foi a mais bem-aventurada das mulheres
A Bíblia não diz que Maria está acima das mulheres, mas que ela é a mais bem-aventurada entre as mulheres. (Lucas 1:42) Esta expressão, bem-aventurada, significa que Maria foi a mais feliz das mulheres. Após a dor de ver a crucificação de seu filho, Maria experimentou a alegria de sabê-lo ressuscitado, e tornou-se sua seguidora (Atos 1:14).

Maria foi acolhida por um discípulo após a morte de Jesus
O "discípulo amado", como se auto intitulava o autor do quarto evangelho, ficou com a responsabilidade de cuidar de Maria, após a partida do Senhor (João 19:26). Certamente Maria já era viúva nesta época, razão pela qual os evangelhos não mencionam José, a não ser na infância de Jesus.

Maria também necessitava de salvação
O chamado cântico de Maria evidencia sua consciente necessidade de salvação: "A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador" (Lucas 1:46-47)

Conclusão
A última referência bíblica sobre Maria encontra-se em Atos 1:14. Se a mãe de Jesus tivesse sido elevada ao céu, fosse co-redentora, mediadora, ou intercessora entre Deus e os homens, certamente os apóstolos teriam ensinado isso em suas epístolas. Mas nenhuma epístola sequer menciona seu nome! O último registro bíblico de algo que Maria disse foi uma frase em relação a Jesus: "Fazei tudo o que Ele vos disser" (João 2:5). De fato, esse foi um sábio conselho! Jesus Cristo é o Senhor. Sigamos tudo que ele nos ensinou.

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