Antes de tudo, devo esclarecer que não queremos denegrir qualquer ministério que se diga cristão. No entanto, não podemos nos calar, como se nada de mal estivesse ocorrendo no meio evangélico.

O fato é que boa parcela das igrejas tem se distanciado do verdadeiro evangelho de Cristo, bem como dos seus ensinamentos. Sabemos que isso está ocorrendo devido ao número crescente de irmãos que entram em contato conosco revelando que já não conseguem mais congregar em suas antigas igrejas.

Não se trata de irmãos que se desviaram, mas de fiéis cristãos que testemunharam, com tristeza, a liderança de suas igrejas se desviarem de Cristo. E o pior é que dizem não estar encontrando outra congregação que também não esteja contaminada.

Certamente não devemos procurar perfeição numa igreja, pois esta se compõe de pessoas imperfeitas, em processo de crescimento espiritual em Cristo. Mas não é disso que se trata. Não estamos falando de falhas humanas normais, tais como alguém ser antipático, ou coisa parecida. O fato é que uma parcela significativa das igrejas tem adotado práticas que confrontam a verdade do evangelho e que são intoleráveis para quem realmente ama o Senhor.

Dentre essas práticas, podemos destacar:

• Envolvimento de líderes com a maçonaria;
• Aliança da igreja com partidos políticos ou candidatos;
• Engajamento da igreja com movimentos ecumênicos;
• Venda ou entrega de objetos que supostamente abençoam;
• Promessa de prosperidade para quem der tanto em dinheiro;
• Adoção de métodos de crescimento numérico;
• Inclusão da psicologia nas pregações e aconselhamentos;
• Ausência de pregações sobre pecado, arrependimento, santificação, céu, inferno e volta de Cristo;
• Permissão pastoral para que casais cristãos se divorciem;
• Conivência com a prática homossexual;
• Consentimento pastoral no uso de roupas indecentes;
• Momento de louvor que mais parece um show mundano;
• Paredes pintadas de preto, tal como numa boate ou cinema;
• Imitação de festas mundanas com um “verniz” evangélico;
• Foco nas obras sociais, em detrimento da evangelização;
• Apresentações de danças e coreografias;
• Tempo do culto sendo tomado com apresentações musicais;
• Peças teatrais substituindo a pregação;
• Pregações antropocêntricas, que distorcem a Palavra de Deus;
• Louvores com letras antropocêntricas e antibíblicas;
• Redução do tempo de pregação;
• Redução do tempo de oração;
• Tempo demais se falando em dinheiro;
• Maior parte do culto para cânticos e apresentações;
• Excesso de “líderes” e respectivos ministérios;
• Pastores que enriquecem, recebendo muito mais do que convém;
• Pastores que não se importam com os membros;
• Exaltação dos membros mais ricos e desprezo aos mais pobres;
• Uso de objetos judaicos, atribuindo-lhes poder;
• Idolatria de “líderes” permitida e até incentivada;
• Contratação de cantores ou conjuntos que cobram para cantar no culto;
• Contratação de pastores que cobram para pregar;
• Condução da igreja como uma empresa;
• Realização de comércio na igreja;
• Ausência de evangelização;
• Desprezo à obra missionária.

Infelizmente essa lista pode ser ainda maior...

Nossa reação é um contundente NÃO para todos os absurdos que acima foram listados. Rejeitamos veementemente qualquer uma dessas práticas em nossos cultos e demais reuniões cristãs ligadas ao nosso ministério.

Sendo assim, nossa proposta é simplesmente um retorno à simplicidade e pureza que há em Cristo Jesus, na pregação e prática de tudo quanto o Senhor nos ensinou.

Por mais que pareça antiquado, os cultos que realizamos continuam priorizando a fiel pregação da Palavra de Deus, a oração fervorosa, o apelo ao arrependimento e a fé em Cristo para a salvação. Quanto aos louvores, selecionamos letras que exaltam ao Senhor e não à vontade do homem, não exagerando no tempo de ministração, para que não tome o tempo da Palavra.

No entanto, esse retorno ao evangelho não deve ser confundido com um retorno ao que foi ensinado por Lutero, Calvino, Armínio, ou Agostinho. Cremos que a Escritura com a Escritura se interpreta e que Deus não fez com que sua Palavra dependesse de teólogos para ser compreendida. Não estamos com isso desprezando qualquer cristão que tenha contribuído para o entendimento correto dos textos sagrados, mas apenas alertando que homens são falíveis e que não devemos colocar nenhum deles como detentor da verdade, a não ser o Senhor Jesus Cristo.

Sendo assim, não aceitamos qualquer tipo de rotulação, tais como a de sermos calvinistas, ou arminianos. Nosso foco é a pregação do evangelho e a prática do que Cristo nos ensinou. O que passa disso é uma improdutiva e vã discussão teológica, que contribui apenas para dividir o povo de Deus, alimentando o ego dos supostos vencedores, não resultando em nada de produtivo para o cumprimento da nossa missão como igreja.

O mesmo cuidado procuramos tomar em relação a posicionamentos escatológicos, a respeito dos quais orientamos cautela e humildade. Que ninguém se apresse na rotulação de si mesmo como pré, meso ou pós-tribulacionista, bem como ao seu posicionamento em relação ao milênio. Essas discussões não contribuem para o progresso do evangelho. Devemos, no entanto, anunciar aquilo que claramente está revelado nas Escrituras: que Cristo voltará, os mortos ressuscitarão, a igreja será arrebatada, a ira de Deus consumirá essa terra à fogo, mas os salvos herdarão novos céus e nova terra, onde habitará a justiça e viveremos com o Senhor para sempre.

Se você também deseja fazer parte desse movimento de retorno ao evangelho de Cristo, unindo-se ao nosso ministério, seja muito bem-vindo! Unidos podemos fazer muito mais pelo reino de Deus.

Alan Capriles
alancapriles@gmail.com

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